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A romaria de Nossa Senhora das Dores há 120 anos (1897)

A romaria de Nossa Senhora das Dores há 120 anos (1897)

As festas em Honra de Nossa Senhora das Dores são um dos marcos deste concelho, ocupando um lugar inegável na cultura e na tradição das gentes da terra de Bougado.
Nas páginas do Jornal de Santo Thyrso em 26 de agosto de 1897, narrado uma viagem de comboio de dois jovens que partiram do Porto com direção a Braga.
Os dois jovens relataram que ficaram bastante surpreendidos quando o comboio entrou na gare da Estação de Campanhã, onde ocorreu um elevado movimento de passageiros. Uma enorme massa humana com vários a treparem pelas carruagens, atropelando-se mutuamente, discutiam os seus lugares no comboio. Uma verdadeira algazarra, tratava-se aquele comboio, o comboio que seguia para Braga e servia de meio de transporte aos peregrinos até às festividades que mobilizavam multidões.
Na Trofa foram inúmeros os passageiros que saíram do comboio, caminhando em direção ao recinto da festa. Descrito o recinto da feira, destacando os vários fornos ao ar livre, que tinham a função de apoiar a confeção de comida, várias eram as barracas onde se servia comida havendo as típicas tabernas, restaurantes e cafés.
Bastantes tons de alegria no recinto, múltiplas bandeiras, mastros enfeitados com cores gritantes, revestidos com algodão em rama e fios metálicos, aparecendo também no céu à luz do sol majestosas peças de fogo de artifícios.
Do lado oposto ao recinto da realização da festa, antigo Parque Dr. Lima Carneiro várias eram as famílias que piquenicavam e aproveitavam para relaxar um pouco.
Essas festas foram descritas nesse número de jornal como um evento esplendoroso com elevada concorrência de povo, no fim de semana dos festejos. No dia 21 de agosto o destaque para uma sessão de fogo de artifício, incluindo a variante de fogo preso.
As barracas no dia 22 eram imensas, conforme foi relatado anteriormente, havia o vinho verde, descrito como belo verdasco, peixe frito, melancias, melões e para alimentar o espírito vários eram os “casalinhos” de namorados que se espalhavam pelo largo da festa certamente a trocar juras de amor eterno. Durante a tarde realizou-se a procissão com vários andores vistosamente adornados e para apoiar a realização da festa, o bom tempo esteve presente.
Assim eram as festas de Nossa Senhora das Dores num passado já algo longínquo que ano após ano se realizam e são motivo de orgulho para as gentes da Trofa.

 

Facebook: José Pedro Reis – Historiador

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