“Orientação Sexual e (d)Igualdade de Género” foi o tema da última ação do CLDS Trofa 3G – Motor de Oportunidades, promovida pela Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa.

Na sessão, que decorreu na tarde de segunda-feira, 5 de março, Paula Allen, coordenadora do Centro GIS em Matosinhos, quis “desconstruir estereótipos de género” e levou os participantes a “refletir acerca do nosso papel como pais, mães, educadores e educadoras, que nem sempre dão espaço às crianças para serem aquilo que elas querem ser e gostarem de quem querem gostar, sem recriminações”. Como exemplo, a coordenadora denotou que se colocarmos dois bebés recém-nascidos somente com uma fralda e sem as etiquetas rosa ou azul, não saberemos indicar se é um menino ou uma menina, porque eles são iguais.
Paula Allen referiu que o género é “criado socialmente e acaba, invariavelmente, por condicionar os nossos desejos, interesses e, consequentemente, o nosso percurso de vida, conduzindo, por vezes, a desigualdades de géneros que assistimos no nosso dia a dia”. Exemplo disso é o facto de se dizer que “o lugar da mulher é na cozinha e do homem é no café”, o que, atualmente, já é “compreendido como erróneo e fortemente discriminatório”.
O Centro GIS é um projeto de apoio à comunidade LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais e intersexual), que está sediado em Matosinhos. Em nota de imprensa, fonte do CLDS Trofa 3G adiantou que, no que toca à orientação sexual, o Centro GIS tem tido “um papel meritório no atendimento a pessoas LGBTI, de norte a sul do país”. Como referiu Paulo Allen, “em Portugal quando alguém está doente vai ao hospital, quando se está desempregado/a vamos ao IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) e as pessoas LGBTI não tinham uma estrutura onde pudessem ser acompanhados e tratar das suas questões de saúde, jurídicas ou outras”.
A próxima ação é dedicada à promoção da motricidade e está marcada para as 15 horas de segunda-feira, 12 de março, no “Espaço Faz-te à Vida”.