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Edição 616

A abertura pública-privada do Parque das Azenhas

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O Parque das Azenhas nasceu de parto complicado. Idealizada e projectada pelo executivo Bernardino Vasconcelos, trata-se de uma obra fabulosa, daquelas que efectivamente contribuem para o bem-estar e qualidade de vida de milhares de trofenses, mas foi tão maltratada, tão politicamente instrumentalizada, que a sua construção acabou por se prolongar durante dez anos. Tanto tempo que serviu objectivos eleitoralistas de dois executivos, sendo aquele que a projectou o único que dela não se serviu. Ironias desta vida.
Iniciada em 2013, a obra do Parque das Azenhas foi um dos grandes trunfos do executivo Joana Lima para as últimas Autárquicas. Porém, o tiro saiu pela culatra, não só pela inauguração eleitoralista e precoce, que muitos votos terá custado ao anterior executivo, mas também porque, poucos dias após essa inauguração para inglês ver, a obra acabou por ser novamente interditada ao público. E o público, o povo, por muito que alguns o tomem por estúpido, não o é.
Vieram as cheias, que levaram parte do novo parque consigo, veio outro executivo, hábil na utilização do problema criado em favor das suas aspirações políticas, vieram novamente as cheias, e a obra foi-se perpetuando, o orçamento derrapando e o falatório subindo de tom. O actual executivo, extremamente capacitado no que à caça ao voto diz respeito, como se tem visto pela avalanche de novas obras que têm surgido a poucos meses das eleições, soube esperar e deu novo impulso às obras de maneira a ter o projecto pronto antes do Outono. Foi oportunista? Talvez. Mas os seus adversários socialistas não teriam feito de outra maneira, pelo menos a julgar pelo histórico.
Mas eis que algo surpreendente acontece. No passado Sábado, 25 de Março, sem que nada o fizesse esperar, o executivo aproveitou a apresentação do livro “Parque das Azenhas – um ecossistema”, e uma placa surgiu, junto ao Posto de Apoio à Visitação do Parque das Azenhas, a poucos metros do edifício do Aquaplace e da sede do Clube Slotcar da Trofa, onde se pode ler “Abertura oficial ao público – 25 de Março de 2017”. Executivo em peso, oficiais graduados da CM da Trofa, chefias das forças de segurança locais e até o presidente do partido do senhor presidente, todos juntos para uma abertura ao público em versão privada. Entre amigos.
Qual terá sido o motivo de tanto secretismo em torno deste acto público, que a comunicação social local não noticiou, que os meios de comunicação da câmara municipal não anunciaram e para o qual a população não foi convidada? Exactamente como é que se abre uma obra ao público quando só após o término do evento é que o público ficou a saber da existência do mesmo? E, já agora, como é que uma página de Facebook de amigos, militantes e jotas dos partidos no poder, que dedicam grande parte da sua actividade à propaganda política, a plágios e a outros comportamentos fraudulentos teve acesso a essa informação e da mesma deu conta, em primeira mão? Que estatuto especial tem esta página, onde abundam mentiras e difamações, e que dá pelo nome de Trofa Digital, para receber tratamento diferenciado e preferencial por parte da comunicação da Câmara Municipal da Trofa? Terá sido fuga de informação? Será gratificação pelo árduo trabalho feito em prol da coligação? Ou haverá aqui algum tipo de ligação mais profunda, desconhecida do grande público, que lhe confere este estatuto especial? São perguntas para as quais não temos resposta. Por enquanto. Para a história fica a abertura pública-privada do Parque das Azenhas e a esperança de que, desta vez, a obra seja mesmo devolvida aos trofenses.

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“No Trofense, queremos competir para evoluir”

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O objetivo competitivo desta época foi cumprido por parte da equipa de infantis 7 A do Clube Desportivo Trofense. O grupo conseguiu atingir a Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto. Neste escalão, os jovens aprendem “a jogar um futebol positivo”, mesmo que, às vezes, as derrotas apareçam, porque o mais importante é a formação, explicou o treinador Simão Maia, em entrevista ao NT.

O Notícias da Trofa (NT): Como está a correr a temporada?
Simão Maia (SM): Está a ser uma época positiva. Os nossos jogadores continuam a crescer futebolisticamente. Atingimos a divisão de elite que era o nosso objetivo, onde estão as equipas mais bem classificadas da primeira fase. Nesta fase, a competitividade é maior e o equilíbrio é notório. No Trofense, queremos competir para evoluir.

NT: Quais os objetivos na competição?
SM: O nosso objetivo principal em todo o departamento é formar, seguindo os princípios e os valores de todo o departamento de formação e neste sentido aperfeiçoar todas as competências técnicas e táticas que o jogador à Trofense tem de possuir, sendo capaz de entrar em cada jogo preparado para competir com qualquer adversário, e ultrapassar as várias adversidades que o jogo possa impor. Para além disso procuramos que os nossos atletas pratiquem um futebol positivo, com qualidade, baseados no nosso modelo de jogo.

NT: Quais as principais dificuldades neste escalão/competição?
SM: Como nós procuramos manter os nossos princípios de jogo, procuramos sempre o jogar, o que, por vezes, nos custa a vitória. Isto entristece os nossos atletas e temos de os lembrar que estamos a formar numa determinada forma, que por vezes, quando não decidimos bem, somos penalizados. Mas não abdicamos do nosso foco, que é formar. Não pensamos no resultado a qualquer custo. Queremos formar a jogar um futebol positivo desde cedo.

NT: Com que aptidões os atletas se capacitam neste escalão?
SM: Neste escalão, e em todos em geral, procuramos trabalhar o mais possível a sua capacidade de decisão (sobre pressão) e a sua inteligência tática. Todos os treinos, os nossos atletas são desafiados a pensar, a perceber qual a melhor opção em cada momento do jogo, seguindo a nossa filosofia e modelo de jogo. Fornecemos-lhes várias soluções e eles decidem, só assim serão capazes de melhorar (errando muitas vezes). Procuramos não lhes dar o peixe, mas que aprendam a pescar.
Também trabalhamos a capacidade dos nossos atletas em conciliar o futebol e a escola, assegurando que conseguem cumprir positivamente nestas duas áreas.

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União de Ciclismo promove 3.º Circuito da Trofa

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Apesar da chuva, organização do 3.º Circuito de Ciclismo da Trofa fez um balanço positivo da iniciativa, pelo número de corredores presentes que, segundo o presidente da União de Ciclismo da Trofa, Jorge Silva, superou o de anos anteriores.

Mais de 200 corredores jovens participaram no 3.º Circuito de Ciclismo da Trofa. Ainda com poucos dias de utilização, a sede da União de Ciclismo da Trofa (UCT) já esteve ao serviço daqueles que viajaram até à cidade para participar na prova, que teve como principal foco os escalões de formação. Vários ciclistas do concelho marcaram presença e houve alguns que se destacaram no pódio, como Ricardo Silva, da UCT, que alcançou o 2.º lugar em infantis. O jovem, que pratica a modalidade “há dois anos”, considerou a prova “dura”, principalmente no percurso com piso “em paralelo”.
A chuva também foi um obstáculo não só para os corredores, como para a organização, mas ainda assim, balanço final foi positivo. Quem o diz é Gabriel Azevedo, um dos comissários presentes, que afirmou que, à exceção do “capricho” meteorológico de S. Pedro, “a Trofa mostrou, mais uma vez, ter condições para receber uma prova como esta”.
Já Jorge Silva, presidente da UCT, evidenciou a importância de a associação promover este tipo de iniciativas: “Mostramos que, apesar de sermos um clube pequeno, sabemos organizar e a prova está no número de equipas que tivemos a participar, que superou o do ano passado”.
Este ano, houve algumas alterações relativamente às edições anteriores desta corrida, como a extensão do circuito “em mais cinco quilómetros” e o funcionamento de uma tasquinha que serviu comes e bebes, com o objetivo de angariar fundos para a associação, e que atraiu “muita gente para o espetáculo”, acrescentou Jorge Silva.
A UCT participou na prova com 16 ciclistas.
A União de Ciclismo da Trofa inaugurou recentemente a sede, localizada junto à Igreja Nova de S. Martinho de Bougado. O objetivo da coletividade é formar jovens ciclistas e atingir pódios nas provas onde estes marquem presença.

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