Ano 2012
O campeonato de futebol ao rubro

Não posso dizer que sou um entendido da tática ou das questões que afetam a prestação das equipas.
Raramente vou ao estádio, mas quando vou prefiro sentar-me nas bancadas. O espetáculo visto das bancadas é mais divertido e barato.
Mas, o que me faz escrever sobre o futebol esta semana é o balsamo que tem sido para os portugueses nas últimas semanas.
De repente, o campeonato ficou mais imprevisível e mais emotivo. As discussões em torno dos jogos subiram de tom. As questiúnculas de segunda-feira são mais intensas, a preparação verbal dos jogos seguintes começam mais cedo.
Não posso dizer que sou um entendido da tática ou das questões que afetam a prestação das equipas, mas gosto e vivo a troca de “galhardetes” com a mesma intensidade e humor de qualquer adepto de futebol.
Sendo adepto do FCP, gostaria que fosse campeão. Sei que é difícil, a equipa sofreu com a substituição de treinador. A passagem de qualquer número dois a número um, como é o caso de Vitor Pereira, não é fácil. O papel de um número dois é, muitas vezes, o de cúmplice. Ora, de uma ano para o outro e dentro da mesma estrutura, é complicado ser visto como o líder.
Por outro lado, muito dos jogadores do FCP tiveram a oportunidade de melhorar as suas vidas com ofertas de outros clubes, o que faz pensar a qualquer um e retira concentração.
O Benfica começou melhor e esteve mais estável até há três semanas atrás. Vamos ver se a má prestação das últimas semanas foi passageira. O calendário é menos complicado, apesar de ter mais jogos devido à liga dos campeões.
O Braga sem fazer muito “barulho” e com treinador diferente, mantem as boas prestações do ano passado, o que demonstra a sua estabilidade organizativa. Faz lembrar os primeiros passos do FCP.
Sendo adepto do FCP, não fico muito desapontado se for o Braga a ser campeão.
Sobre o Sporting, não há muito a dizer. O mesmo de sempre. Na troca de “galhardetes” com os sportinguistas, costumo dizer que são parecidos com os golfinhos, pois vem cá cima fazer umas habilidades e voltam ao fundo. Na volta ouço uma série de piadas.
Racionalmente, tanto quanto o futebol permite vaticínios, o Benfica é favorito, mas a esperança é a última a morrer.
No entanto, e o mais importante, é que esta indefinição ajuda a atenuar as dificuldades que passamos.
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