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60 enfermeiros recusam fazer horas extra em protesto com administração do Centro Hospitalar

60 enfermeiros recusam fazer horas extra em protesto com administração do Centro Hospitalar

Desde a primeira hora de 20 de maio que 60 enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio, quer da unidade de Santo Tirso como de Vila Nova de Famalicão, não cumprem horas extra, como forma de protesto à “discriminação” que dizem estar a ser vítimas por parte da administração.

Os profissionais, com vínculo de Contrato de Trabalho da Função Pública (CTFP), alegam, em comunicado, que a administração do CHMA não cumpriu com o “descongelamento das carreiras com as respetivas progressões dos profissionais” – como “previsto no orçamento de Estado de 2018” -, assim como “decidiu unilateralmente ‘apagar’ os 20 anos de serviço em prol da instituição, do SNS e da saúde dos cidadãos deste grupo de enfermeiros, considerando a atualização de vencimento para o 1.º escalão previsto na carreira de enfermagem (‘salário mínimo’ dos enfermeiros em Portugal), entre 2011 e 2013, como uma progressão, retirando os pontos atribuídos até então”.

“Esta deliberação coloca este grupo de enfermeiros, grande parte deles incluídos em grupos de trabalho, comissões, equipas de auditoria, serviços de apoio à prestação de cuidados com formação específica e elevado grau de experiência no mesmo nível remuneratório de colegas recém-formados e recém-admitidos na instituição”, pode ler-se no comunicado.

Os profissionais de saúde, refere o documento, chegaram a estar “poucos meses” nas mesmas condições que os restantes colegas, mas a administração voltou atrás, reclamando agora “a devolução dos montantes que alegadamente foram indevidamente pagos”.

Segundo fonte do grupo, pouco mais de 24 horas depois desta decisão, há já “dificuldades” em diversos serviços, incluindo o da urgência da unidade de Vila Nova de Famalicão.

Além de se recusarem a cumprir as horas extraordinárias, os enfermeiros em protesto também “não estarão disponíveis para quaisquer outras atividades que não sejam a prestação direta de cuidados aos doentes, na tentativa de minimizar o impacto da medida na qualidade dos cuidados de saúde prestados aos utentes”, não deixando de manifestar “lamento” pelo “eventual impacto na prestação de cuidados de saúde à população”, cujas “respetivas consequências” imputam ao “conselho de administração” do Centro Hospitalar.

O NT tentou contactar a administração do Centro Hospitalar do Médio Ave, mas sem sucesso.

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