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Edição 772

6 anos de Histórias e Memórias

Somos Trofa, somos terra de futuro, somos terra de tradições e cultura, temos identidade, urge a sua “construção”, alimentar o nosso bairrismo que por vezes parece perdido no espectro do tempo, sem capacidade de retorno pelo menos a curto prazo sem ser nas proximidades das eleições.

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No mês de setembro de 2016, iniciava este novo projeto pessoal em que esperava contar a história da Trofa aos leitores do jornal “O Notícias da Trofa”.
Como poderá ver pelo início desta crónica, desta vez será diferente, em vez de mais uma crónica – que já ultrapassam a centena e meia! -, escrevo, sobretudo, para agradecer a todos aqueles que têm acompanhado este meu percurso profissional.
Comecei pelo turismo, passamos pelo desporto, a história do movimento associativo e operário, até mesmo a escola do ensino, uma panóplia de temas variados sobre o concelho da Trofa e não somente sobre a Trofa.
Agradeço todas as palavras de apoio, admiração e de incentivo, o alimento para a concretização desta produção historiográfica que é necessária, para a realização desta rubrica que se vai alongando no tempo.
Um percurso de aprendizagem para todos, mesmo para o autor que, nas suas pesquisas, vai estudando a história da localidade que o acolheu.
Urge num concelho recente que esteve refém de outros municípios (Maia e Santo Tirso) que pecou e peca pela falta de construção de uma identidade, uma identidade mais abrangente possível que não se centre apenas em vontades momentâneas, fruto dos quereres ou modas do momento.
A nossa cultura, identidade, é muito mais que os Santeiros de S. Mamede – sem lhes querer tirar o mérito mais do que justificado -, estende-se até S. Romão do Coronado na indústria das vassouras, onde fomos capital, indústria da metalomecânica, como outras freguesias deste pequeno, mas grande concelho.
Devemo-nos orgulhar de que transformarmos um lugar num concelho que foi e é referência nacional em várias áreas, alimentando diversos meios de produção e diferentes tipos de indústria.
Sendo igualmente motivo de orgulho que nada foi dado, mas sim, tudo conquistado, o que obviamente mostra a fibra, garra e também o rasgo de ousadia dos trofenses que não tiveram medo dos típicos fantasmas que bloqueiam o empreendedorismo e deram ser a esta terra.
Somos Trofa, somos terra de futuro, somos terra de tradições e cultura, temos identidade, urge a sua “construção”, alimentar o nosso bairrismo que por vezes parece perdido no espectro do tempo, sem capacidade de retorno pelo menos a curto prazo sem ser nas proximidades das eleições.

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Edição 772

Festa de Nossa Senhora das Dores: ONTEM, HOJE E SEMPRE

“Não foi a Trofa que impôs a Nossa Senhora das Dores, mas a Nossa Senhora das Dores que impôs à Trofa”

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Terminaram as festas de Nossa Senhora das Dores de 2022. Parabéns à Comissão de Festas. Virou mais uma página da longa história iniciada há cerca de 256 anos! Viva as próximas festas de Nossa Senhora das Dores, em 2023, e a próxima aldeia a realizar as mesmas. As próximas festas…

 

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Edição 772

Folha Liberal: Lucros excessivos

Então, quando olharmos para os lucros de uma empresa, temos também de olhar para a sua dimensão, para o seu volume de negócios, para o número de trabalhadores, para os investimentos que foram necessários para se obter esses lucros, porque, a não ser assim, corremos o risco de ficar com uma visão claramente distorcida.

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Há alguns meses, as empresas, que a isso são obrigadas, nomeadamente pela sua dimensão, apresentaram os seus resultados semestrais, provocando um grande alarido, já que os lucros foram muito elevados.
Houve uma grande indignação, porque enquanto as famílias e as pessoas estão a sofrer, e muito, com o aumento do custo de vida causado pela elevada inflação, pela desvalorização do Euro face ao dólar e pelo aumento das taxas de juro, essas empresas tiveram lucros que muitos consideram excessivos.
O que devia causar alarido e indignação são os prejuízos que algumas empresas públicas têm ano após ano, e que no final, os contribuintes são sempre chamados a pagar.
De qualquer dos modos, é um erro e não se devem analisar as contas, sejam elas quais forem olhando apenas para um dos dados. É preciso olhar de uma forma global, para se fazer uma avaliação correta.
Vou dar um exemplo: No concelho da Trofa existem um pouco mais de quatro mil e trezentas empresas, que empregam um pouco mais de vinte mil e trezentas pessoas. Mas, só nas quatro maiores empresas do concelho trabalham 13,5% das pessoas. Se estas quatro empresas tivessem um lucro equivalente a 13,5% dos lucros de todas as empresas, isso seria considerado excessivo?
Estas mesmas quatro empresas, representam quase 39% do volume de negócios de todas as empresas do concelho. Se estas quatro empresas tivessem 39% dos lucros de todas as empresas isso seria considerado excessivo? Em que medida? Se têm 39% do volume de negócios, o mais normal não seria ter essa percentagem dos lucros?
Então, quando olharmos para os lucros de uma empresa, temos também de olhar para a sua dimensão, para o seu volume de negócios, para o número de trabalhadores, para os investimentos que foram necessários para se obter esses lucros, porque, a não ser assim, corremos o risco de ficar com uma visão claramente distorcida.
Além disso as empresas que dão lucros são as que pagam impostos. Por outro lado, a rentabilidade dos fundos onde as pessoas aplicam as suas poupanças, bem como a rentabilidade dos investimentos da segurança Social, que garantem as reformas, são assegurados pelos lucros destas empresas.
As grandes empresas, privadas, costumam ter grandes lucros, e isso é uma coisa boa! Que o digam os seus trabalhadores, os seus fornecedores etc.
No nosso concelho temos algumas grandes empresas, mas é preciso criar condições para que mais empresários invistam cá, nomeadamente, criar zonas industriais, ou empresariais bem estruturadas, melhorar as vias rodoviárias, para que não se percam horas intermináveis em filas de trânsito e exigir a expansão da linha do metro até à Trofa.

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