Para incentivar a vacinação contra a gripe sazonal, a ministra da Saúde, Ana Jorge, anunciou, recentemente, que o medicamento será administrado gratuitamente nos grupos mais vulneráveis.

A garantia foi dada por Ana Jorge, que tutela a pasta da saúde: a vacina contra a gripe sazonal será administrada de forma gratuita nos grupos de doentes mais vulneráveis, nomeadamente, idosos e portadores de doença crónica. A ministra da Saúde anunciou, na mesma altura, que a vacina contra a gripe sazonal para a próxima época também está preparada para combater o vírus H1N1, conhecido como Gripe A.

O Instituto Nacional da Saúde (INSA) apresentou um estudo sobre a evolução da vacinação em Portugal, no qual consta que em 2009/2010 se registou o valor mais alto estimado de vacinados (19,5 por cento) da última década, garante a Agência Lusa.

Segundo o estudo, a cobertura da população com a vacina antigripal sazonal nos grupos de risco foi de 52,2 por cento nos indivíduos com 65 e mais anos e de 31 por cento nos portadores de pelo menos uma doença crónica. A vacinação foi feita, fundamentalmente, por indicação do médico de família (70,3 por cento) e os vacinados passaram a utilizar mais frequentemente a farmácia para a administração da vacina (43,2 por cento). O estudo refere também que as pessoas com menor nível de instrução apresentam a maior percentagem de vacinados (30,4 por cento). “Com efeito, à medida que vai aumentando o nível educacional, diminui a percentagem de vacinados”, salienta.

Esta percentagem também varia consoante a região do país. A taxa mais elevada de vacinação é de Lisboa e Vale do Tejo (18,9 por cento), enquanto que o último lugar é ocupado pelo Algarve, com 10,5 por cento.

Ainda assim, estes valores continuam a ser inferiores aos das taxas de outros países europeus, como o Reino Unido (25 por cento), Alemanha (27,4 por cento), Espanha (21,8 por cento), França (24,2 por cento) e Itália (24,4 por cento).

Portugal assumiu a meta de 75 por cento de cobertura da população idosa em 2010. “Afigura-se importante continuar a promover uma maior cobertura com a vacina antigripal dos indivíduos com 65 anos e mais, assim como no grupo de indivíduos portadores de alguma doença crónica para a qual se recomenda a vacinação”, refere o documento.

Cerca de 60,9 por cento dos inquiridos no estudo refere “mecanismos de desvalorização ou negação da importância da doença” como a causa para não tomar a vacina contra a gripe sazonal.

O estudo “Vacinação Antigripal da População Portuguesa em 2009-2010: Cobertura e Algumas Características do Acto Vacinal” teve como base um inquérito realizado em Abril de 2009 por entrevista telefónica à amostra de famílias ECOS (Em Casa Observamos Saúde) constituída por 1078 Unidades de Alojamento, representadas por 2893 pessoas, com uma taxa de resposta de 89,9 por cento.