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Uso da Internet aumentou nos primeiros meses de 2020 em Portugal

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Fechados em casa, os portugueses têm-se rendido cada vez mais à Internet e os números têm sido reveladores disto mesmo. Compreenda como a pandemia motivou o consumo de Internet em 2020.

A Internet tem sido, já há várias décadas, um dos principais pontos de entretenimento para as pessoas ao redor do mundo. O avanço das novas tecnologias fez com que surgissem várias formas de gestão dos dias, onde se incluem as formas de socialização, de lazer e até mesmo de trabalho.
Com a maior procura pelas estruturas digitais, começaram também a surgir mais aplicações e plataformas onde se torna possível explorar as várias possibilidades da Internet.
Este ano, o aparecimento da pandemia do Covid-19 fez com que esta realidade fosse ainda acentuada pela necessidade de confinamento, levando as pessoas a procurar alternativas para se manterem entretidas e ocupadas. Para muitas, este meio surgiu, também, como forma de manterem os seus negócios ativos – mediante a transição para o digital – ou para criarem alternativas laborais.
Independentemente das razões que motivem o recurso à Internet, a procura de apps para download do Chrome foi uma das realidades que aumentou no corrente ano, demonstrando, em parte, o interesse crescente das pessoas pelo mundo online.
Neste momento, perante o cenário atual, vale a pena tentar compreender como o uso da Internet se está a alterar em 2020.

O aumento o consumo de Internet

O confinamento recomendado pelo Governo português para travar a disseminação do vírus fez com que os portugueses, fechados em casa, se voltassem para a Internet.
Ainda que a tendência crescente se sinta de formas diversas consoante a operadora, todas as operadoras nacionais – incluindo a MEO, a Vodafone e a Nos – notaram um aumento no consumo de dados que, em alguns casos chegou a atingir os 70%
Além do consumo extra nos dados destas operadoras, alguns serviços, como a Netflix teve também um aumento significativo nos primeiros meses do ano.
Ainda no meio da Internet, verifica-se um aumento do uso de plataformas sociais, tais como redes sociais e aplicações de videochamada, como o Zoom e o Skype, tendo existido uma tendência para utilizar este tipo de plataforma para se manter algum tipo de interação social em tempo de confinamento.

A tendência para a transição digital

As várias empresas mundiais têm manifestado uma grande tendência para a transição digital, havendo uma tendência globalizada para que o digital passe a fazer parte da ação dos negócios.
Em Portugal, um estudo de 2019 revelou que este cenário estava a manifestar-se de forma muito gradual no país, estimando-se que cerca de 61% das empresas nacionais não tivessem, ainda, uma presença digital.
Este ano, devido aos efeitos da pandemia e à necessidade de fechar uma grande parte da produção e comércio, a tendência para a migração digital aumentou novamente e, além de se notar que as empresas físicas estão a transitar para o mundo online, existe também um maior propensão por parte das pessoas que estão em situação de desemprego ou momentaneamente sem trabalho para apostarem no empreendedorismo digital.
O aparecimento de várias lojas online obriga, também, a uma maior procura por alternativas educativas, na medida em que a saturação do mercado dificulta muito a sua permeabilidade e obriga os empreendedores a aprender mais sobre o setor digital e o marketing.

O aumento do consumo online

Outra das mudanças sentidas em 2020 é o aumento do consumo online. Em 2019, um estudo realizado pelos CTT apontava já para o aumento do consumo no país, estimando-se que mais de metade dos consumidores preferisse, já, esta forma de atuação.
Neste momento, devido à necessidade de confinamento, muitas pessoas estão a dar prioridade à Internet como meio de consumo, o que faz com que se note um aumento na procura de produtos online.
Além dos produtos que, regularmente, eram já mais procurados pelo mundo da Internet, outros parecem ter-se juntado, agora, a esta procura, incluindo os produtos relacionados com mercearias e as refeições em delivery.

Os novos apoios para o comércio online

Consciente da forma como a Internet representa o futuro, o próprio Governo português tem promovido e apoiado projetos para apoiar o comércio online.
O mais recente destes projetos é o Programa Comércio Digital, promovido numa parceria que reúne a Associação Portuguesa da Economia Digital (ACEPI) e a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).
A intenção deste programa é a promoção da transição digital para mais de 50 mil empresas nacionais, sendo o seu foco ancorado nas Pequenas e Médias Empresas (PME’s) e também nas micro empresas.
A informação sobre estes apoios será passada, um pouco por todo o país, através de uma plataforma de e-learning e também de um roadshow que passará por mais de 150 localidades em todo o país, para informar os negociantes nacionais sobre as suas possibilidades.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Covid-19

Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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