Vinte e oito floreiras decoradas por mil pessoas de escolas e instituições de solidariedade social da Trofa estarão expostas em abril, alertando para a prevenção dos maus-tratos infantis, um “problema latente no concelho”, foi hoje anunciado.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do CLDS-3G, Contrato Local de Desenvolvimento Social – 3ª geração, Carla Lima, falou de um problema “que continua muito latente no concelho da Trofa” e que originou um projeto e um desafio “lançado a todas as escolas do concelho”.

Denominado “Prevenir é florir”, o projeto quer, através da “sensibilização e contributo da comunidade escolar”, ajudar a acabar com um problema “que, apesar de ter diminuído nos últimos anos”, ganhou uma particularidade.

“Há hoje mais casos [de maus-tratos infantis] a serem denunciados cada vez mais cedo”, relatou à Lusa a responsável, ainda assim descontente com o cenário, “por continuarem a haver denúncias sobre problemas que não foram sanados após a sua identificação e intervenção”.

Coordenadora de uma instituição que tem como finalidade “promover a inclusão social dos cidadãos”, Carla Lima explicou que o projeto das floreiras “pretende deixar as crianças e as instituições aderentes falar” sobre um problema que é “transversal à sociedade” e do qual “não se deve falar apenas em abril”, o mês da prevenção dos maus-tratos.

O que começou por ser um “desafio às escolas” ganhou adeptos nas instituições de solidariedade social que também quiseram colaborar na decoração das floreiras que, entre 01 a 30 de abril, ficarão expostas na rua Conde de São Bento, cabendo aos comerciantes a sua recolha ao fim de cada dia.