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A linha do metro e uma ponte a poente da Estrada Nacional 14. Para José Manuel Fernandes, presidente da AEBA, que discursava na visita de Pedro Passos Coelho à Trofa, estas são obras “urgentes” para potenciar a economia regional.

Perante o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que na Trofa inaugurou as instalações da AEBA, o também presidente do Grupo Frezite fez uma alusão histórica às invasões francesas para comprovar o peso do Vale do Ave no contexto regional. “As gentes da margem sul do Ave, em 1809, foram capazes de suster a segunda invasão francesa, comandada pelo marechal Soult, quando se dirigia para o Porto, obrigando as tropas a recuar, derrotando-as e permitindo ao Porto ter mais tempo para proteger as suas gentes e património”, contou.

José Manuel Fernandes afirmou que o Vale do Ave “é das regiões que tem maior potencial de crescimento económico empresarial, mas para que isso aconteça com um efeito de atratividade positiva e crescente tem de ter infraestruturas minimamente adequadas que ajudem”. E a Trofa, acrescentou, “foi o concelho que teve menos investimento público”, surgindo atualmente “quase isolado pela ausência de acessos rápidos às grandes vias de comunicação, que se traduz em improdutividade para a atividade económica e para a qualidade de vida para quem nele vive ou trabalha”. “As nossas empresas para levarem os seus produtos para exportação ao aeroporto Sá Carneiro, ou ao Porto de Leixões, têm de prever tempo de salvaguarda para que a lenta estrada EN14 não tenha ainda assim nenhum acidente”. É nesta linha de pensamento que a linha do metro e a ponte a poente da EN14 se enquadram.

Quanto ao primeiro projeto, José Manuel Fernandes até defende que seja executado “com uma só via”, mas “que se realize”. “As populações que se deslocam para a Trofa para trabalhar e viver têm uma grande origem na região metropolitana do Porto. Este equipamento reduzirá custos ao País em combustíveis, reduz sofrimento e custos da saúde dos cidadãos pelo nível de sinistralidade, stress e retira tráfego automóvel nas estradas”, vaticinou.

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Já a ponte e via de comunicação entre as duas margens do Rio Ave, a poente da estrada nacional, “virada para o mar”, vem responder “ao crescimento dos polos industriais e empresariais”. Apesar de reconhecer “o grande esforço e determinação do Governo para corrigir as finanças do País”, José Manuel Fernandes não deixou de defender que Portugal tem “uma extrema necessidade de crescimento económico”.

Do lado do primeiro-ministro, nem uma palavra sobre as sugestões. A Trofa continua sem saber se a linha do metro estará nos planos do Governo.

José Manuel Fernandes falou ainda da importância da AEBA no contexto empresarial da região, afirmando que esta conta “com cerca de 650 associados ativos, distribuídos nos concelhos da Trofa, Famalicão, Maia, Santo Tirso e Vila do Conde” e que “são maioritariamente exportadores”. “Daqui saem para o mundo medicamentos, máquinas, têxteis técnicos, têxteis moda, serviços de saúde, alimentos, ferramentas de corte, serviços tecnológicos, componentes elétricos, pneus, equipamentos de fotografia, serviços de manutenção, infraestruturas e plataformas tecnológicas para as comunicações, componentes para mobiliário, componentes para calçado, estruturas metálicas complexas de grande dimensão, etc”, enunciou.