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Preh – Sindicato denuncia despedimento de mais de 500 pessoas e empresa nega

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 União dos Sindicatos do Porto (USP) denunciou hoje que a empresa alemã de componentes eletrónicos Preh Portugal vai despedir mais de 500 dos 700 trabalhadores com vínculos precários, devido à pandemia da covid-19.

Em comunicado, a USP, afeta à CGTP-IN, acusa a empresa, que tem 1.500 funcionários, 700 dos quais com contratos precários, e produz componentes eletrónicos para a indústria automóvel, de ser o “perfeito exemplo de tudo o que de mais selvagem e atroz existe nas relações de trabalho dos trabalhadores com vínculos precários”.

“A empresa, numa atitude que demonstra que o capital não quer saber minimamente dos trabalhadores, pelo contrário, tenta por todos os meios reduzir as perdas ao máximo e manter os seus chorudos lucros, rescinde contrato com mais de 500 trabalhadores com vínculos precários, de um total que rondará os 700 trabalhadores [precários]”, refere o sindicato.

A USP acusa também a Preh Portugal de “impor, unilateralmente, o gozo de uma semana de férias aos restantes trabalhadores”.

O sindicato denuncia ainda um “ato inadmissível” levado a cabo pela Preh Portugal na distribuição dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), “exigindo” aos trabalhadores que os EPI, incluindo máscara, “têm de durar uma semana”.

“Na atual situação que o país atravessa, contam-se ‘pelos dedos de uma mão’ as empresas que, de facto, tomam medidas sociais que vão ao encontro das preocupações do povo e dos trabalhadores, e que zelam pela manutenção dos postos de trabalho, garantindo assim um futuro diferente para estes homens e mulheres. A Preh Portugal não é certamente uma dessas empresas”, lamenta a USP.

Na sequência desta denúncia da União dos Sindicatos do Porto, o PCP, através das deputadas Ana Mesquita e Diana Ferreira, enviou um requerimento (pergunta) ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

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O PCP questiona se o Governo “tem conhecimento” da situação na Preh Portugal e que medidas vai tomar “para assegurar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores, nomeadamente, a não imposição de férias e a manutenção dos postos de trabalho”.

As deputadas comunistas perguntam também pelas medidas que o Governo vai tomar “para garantir o respeito pelos direitos dos trabalhadores em termos de saúde, higiene e segurança no trabalho, sobretudo no atual contexto epidemiológico”, e como é que “avalia o facto de a maioria dos trabalhadores da empresa ser contratada através de vínculos precários”.

O PCP questiona ainda se a Autoridade para as Condições do Trabalho “realizou alguma ação inspetiva recente” à Preh Portugal e quais as conclusões.

“A situação que o país enfrenta não pode ser argumento para que o Governo se demita das suas funções de fiscalização e de garantia do cumprimento e respeito pelos direitos dos trabalhadores”, lembram as deputadas Ana Mesquita e Diana Ferreira.

A Lusa questionou hoje a Preh Portugal acerca destas acusações, mas até ao momento não obteve resposta.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

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Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Empresa nega despedimento de 500 trabalhadores

A Preh Portugal, na Trofa, negou o despedimento de 500 trabalhadores, denunciado hoje por sindicato e pelo PCP, sublinhando a empresa alemã de componentes eletrónicos que cessou os contratos com empresas de trabalho temporário.

“É totalmente falso que a Preh Portugal tenha despedido, ou vá despedir 500 trabalhadores. Cessámos os contratos com empresas de trabalho temporário, uma vez que, no quadro da brutal redução da atividade, que, em particular na indústria automóvel se faz sentir, por motivos de todos conhecidos, deixou de existir a necessidade que justificou a dita contratação”, explica a empresa em comunicado enviado na tarde de hoje à agência Lusa.

A União dos Sindicatos do Porto (USP), afeta à CGTP-IN, denunciou hoje que a Preh Portugal, que tem 1.500 funcionários, vai despedir mais de 500 dos 700 trabalhadores com vínculos precários, devido à pandemia da covid-19.

No comunicado, a empresa, sediada no concelho da Trofa desde 1969 e que se dedica atualmente à produção de componentes mecatrónicos para a indústria automóvel, refere que tem 1.049 colaboradores, acrescentando que “mantém e pretende continuar a manter os vínculos com todos os trabalhadores com quem detém uma relação contratual de trabalho”.

A USP acusou também a Preh Portugal de “impor, unilateralmente, o gozo de uma semana de férias aos restantes trabalhadores”.

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“É também falso que a empresa tenha proposto o gozo de férias aos seus trabalhadores. Na verdade, foi proposto o gozo antecipado de férias apenas a uma parte dos seus trabalhadores, proposta que mereceu o seu acordo, tratando-se de uma medida que tem pleno cabimento no contexto de anormalidade e excecionalidade em que vivemos”, justifica a empresa.

O sindicato denunciou ainda um “ato inadmissível” levado a cabo pela Preh Portugal na distribuição dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), “exigindo” aos trabalhadores que os EPI, incluindo máscara, “têm de durar uma semana”.

A empresa também refuta estas acusações.

“Na sequência das medidas de segurança e proteção implementadas na empresa decorrentes da pandemia da covid-19 (que resultaram da articulação da empresa com o seu gabinete de medicina do trabalho e com as diretrizes da DGS [Direção-Geral da Saúde] e da Autoridade de Saúde local, com o conhecimento da Câmara Municipal da Trofa), uma das medidas implementadas foi a de que as máscaras seriam usadas três dias consecutivos e entregues após esse período no gabinete médico, onde seriam atribuídas novas máscaras contra a devolução das usadas”, esclarece a empresa.

Na sequência desta denúncia da União dos Sindicatos do Porto, o PCP, através das deputadas Ana Mesquita e Diana Ferreira, enviou um requerimento (pergunta) ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O PCP questionou se o Governo “tem conhecimento” da situação na Preh Portugal e que medidas vai tomar “para assegurar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores, nomeadamente, a não imposição de férias e a manutenção dos postos de trabalho”.

As deputadas comunistas perguntam também pelas medidas que o Governo vai tomar “para garantir o respeito pelos direitos dos trabalhadores em termos de saúde, higiene e segurança no trabalho, sobretudo no atual contexto epidemiológico”, e como é que “avalia o facto de a maioria dos trabalhadores da empresa ser contratada através de vínculos precários”.

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O PCP questiona ainda se a Autoridade para as Condições do Trabalho “realizou alguma ação inspetiva recente” à Preh Portugal e quais as conclusões.

“A gerência da Preh Portugal, Lda repudia totalmente o teor das afirmações a propósito da nossa empresa, que as deputadas do PCP Ana Mesquita e Diana Ferreira formulam na pergunta dirigida ao Governo Português”, lê-se no comunicado da empresa.

A Preh Portugal, Lda considera também “insultuosa a imputação de comportamento `selvagem e atroz`, atribuída pela União dos Sindicatos do Porto, e diz lamentar o “recurso a falsidades que afetam a reputação e criam ainda mais instabilidade e receios”, que, segundo a empresa, “em nada ajudam a manter a estabilidade desejada”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes relacionadas com a covid-19, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

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Covid-19

Covid-19: Portugal registou quase 250 mil casos desde o fim da máscara

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Portugal registou quase 250 mil infeções pelo SARS-CoV-2 desde que a máscara deixou de ser obrigatória, em 22 de abril, cerca de 75 mil mais do que nos vinte dias anteriores, indicam dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Contabilizando os números diários da DGS, nos últimos vinte dias – desde que o uso de máscara deixou de ser obrigatório e até quarta-feira -, registaram-se 248.603 novas infeções, o que representa um aumento de 43,5% em relação aos 173.183 casos notificados no mesmo número de dias anteriores, ou seja, entre 02 e 21 de abril.

O matemático do Instituto Superior Técnico (IST) Henrique Oliveira disse à Lusa que estes dados demonstram uma recente “aceleração drástica” do número de casos, ao adiantar que a “janela de cinco dias” entre 07 e 11 de maio totaliza cerca de 90 mil infeções, quase o dobro das cerca de 49 mil registadas no período entre 17 e 21 de abril, ainda antes da eliminação do uso de máscara.

O número de casos registou um aumento significativo nos últimos três dias, passando a barreira dos 20 mil diários, com 20.486 na segunda-feira, 24.572 na terça-feira e 24.866 na quarta-feira.

Os mesmos dados indicam ainda que, desde que foi levantada a obrigatoriedade do uso da máscara, morreram 390 pessoas em Portugal, o que dá uma média de 19,5 óbitos diários por covid-19 nos últimos vinte dias.

De acordo com os números da DGS, desde segunda-feira, registaram-se 81 mortes no país por covid-19, 29 na segunda-feira, 27 na terça-feira e 25 na quarta-feira.

Na comparação dos períodos homólogos – entre 22 de abril e 11 de maio de 2021 e de 2022 -, os dados da autoridade de saúde mostram uma situação epidemiológica substancialmente diferente no país.

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Nesse período de 2021, registaram-se 7.753 casos de infeção pelo SARS-CoV-2, menos 240.850 do que no mesmo período deste ano, e 42 mortes, menos 348 do que nos últimos vinte dias.

Henrique Oliveira, um dos autores do Indicador de Avaliação da Pandemia do IST e da Ordem dos Médicos, adiantou ainda que uma análise matemática à evolução das ondas pandémicas já registadas em Portugal indica que o intervalo temporal entre cada uma dessas vagas “é de exatamente 115 dias”.

“Isso tem-se verificado de forma muito regular. As autoridades devem contar com ciclos entre 110 e 120 dias de intervalo entre as ondas causadas pela covid-19. Mais uma vez, esta lei empírica está a verificar-se”, tendo em conta que o país pode estar a caminho da sexta vaga da pandemia, afirmou o especialista.

De acordo com o último relatório do grupo de trabalho do IST que acompanha a evolução da pandemia, a incidência em média a sete dias aumentou de 8.763 para 14.267 casos desde 19 de abril, o que se deve “à retirada abrupta do uso de máscara em quase todos os contextos e à nova linhagem BA.5 da variante Ómicron que começa a instalar-se” no país.

Apesar do aumento de casos diários nas últimas semanas, o relatório da última sexta-feira da DGS e do Instituto Ricardo Jorge indicava que o número de pessoas com covid-19 internadas nos cuidados intensivos dos hospitais do continente correspondia a 23,5% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas.

O uso generalizado de máscaras deixou de ser obrigatório em 22 de abril, com exceção dos estabelecimentos de saúde, incluindo farmácias comunitárias, assim como nos lares de idosos, serviços de apoio domiciliário, unidades de cuidados continuados e transportes coletivos de passageiros.

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Covid-19: Portugal é o país da UE com maior média de novos casos diários

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Portugal é o país da União Europeia com mais novos casos diários de infeção por SARS-CoV-2 por milhão de habitantes nos últimos sete dias, segundo o ‘site’ estatístico Our World in Data.

Com uma média diária de 1.150 novos casos por milhão de habitantes, Portugal está à frente da Alemanha (826), Finlândia (766), Luxemburgo (743) e Itália (696). A nível mundial, Portugal é o terceiro país com mais de um milhão de habitantes em número de novos casos diários, atrás da Austrália (1.630) e Nova Zelândia (1.480).

A média diária da União Europeia neste indicador está em 447 novos casos, enquanto a mundial está em 64.

Em relação ao número de novas mortes diárias atribuídas à covid-19 por milhão de habitantes, Portugal é o oitavo país da União Europeia, com uma média de 1,97 óbitos nos últimos sete dias.

A Finlândia é o Estado-membro com mais novas mortes diárias por milhão de habitantes (5,4), seguida de Malta (03), Grécia (2,9), Eslováquia (2,6) e Hungria (2,4).

A nível mundial, e considerando apenas países ou territórios com mais de um milhão de habitantes, a Finlândia é também o país com a maior média neste indicador, seguida de Grécia (2,9), Nova Zelândia (2,7), Reino Unido (2,7) e Eslováquia (2,6). Portugal é o nono país com maior média mundial de novas mortes por milhão de habitantes nos últimos sete dias.

A média na União Europeia de novas mortes é de 1,43 novas mortes diárias com covid-19 e a mundial é de 0,2.

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