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Covid-19

Portugal com 58.530 infeções, novo máximo diário, e 49 mortes

Portugal registou 58.530 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, um novo máximo desde o início da pandemia, e mais 49 mortes associadas à covid-19, indicam os números hoje divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Portugal registou 58.530 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, um novo máximo desde o início da pandemia, e mais 49 mortes associadas à covid-19, indicam os números hoje divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Nas últimas 24 horas foram hospitalizadas mais 40 pessoas com covid-19, totalizando agora 2.044 internamentos, 162 dos quais em unidades de cuidados intensivos, onde estão hoje mais 10 pessoas.

Pelo quarto dia consecutivo, Portugal bate um novo máximo de novos contágios diários, com mais 2.104 novas infeções do que na quinta-feira.

No boletim epidemiológico de hoje registam-se 20.156 pessoas recuperadas (num total de 1.675.736 desde o início da pandemia) e mais 38.325 casos ativos, que totalizam 422.893.

Nas últimas 24 horas foram colocados em vigilância mais 34.280 contactos, que são agora 425.910.

Desde março de 2020 foram infetadas 2.118.125 pessoas com o SARS-CoV-2 e foram declaradas 19.496 mortes associadas à covid-19.

Das mortes com covid-19 nas últimas 24 horas, 19 aconteceram na zona de Lisboa e Vale do Tejo, 14 na região Norte, nove na região Centro, cinco na Região Autónoma da Madeira, uma no Alentejo e uma no Algarve.

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É o número mais alto de mortes de pessoas com covid-19 em 24 horas desde 25 de fevereiro de 2021, quando também morreram 49 pessoas.

A maior parte dos novos contágios foi diagnosticada na zona Norte, com 24.930 infeções (com um total de 789.643 casos e 5.917 mortes de pessoas com covid-19 desde o início da pandemia).

Na região de Lisboa há mais 17.673 infeções, totalizando 816.642 contágios e 8.224 mortes com covid-19 desde março de 2020, enquanto a região Centro regista mais 8.719 novos casos (284.805 no total e 3.434 mortes).

No Algarve foram infetadas nas últimas 24 horas pelo menos 2.199 pessoas (total de 81.464 contágios e 610 mortes com covid-19) e no Alentejo mais 2.011 (total de 70.249 casos e 1.105 mortes).

Duas das pessoas com covid-19 que morreram tinham entre 50 e 59 anos, oito tinham entre 60 e 69 anos, sete entre 70 e 79 anos e 32 tinham mais de 80 anos.

Quanto às novas infeções por faixa etária, 9.886 registaram-se em crianças até 9 anos, 9.308 entre 10 e 19 anos, 7.572 entre 20 e 29 anos, 9.898 entre 30 e 39, 10.850 entre 40 e 49 anos, 5.614 entre os 50 e 59 anos, 2.871 entre 60 e 69, 1.568 entre 70 e 79 anos e 963 em pessoas com 80 anos ou mais.

O SARS-CoV-2 já infetou pelo menos 1.121.742 mulheres e 994.224 homens em Portugal. Há ainda 2.159 casos de sexo desconhecido que estão sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de forma automática.

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Das pessoas com covid-19 que morreram, 10.256 eram homens e 9.240, mulheres.

A covid-19 provocou pelo menos 5,57 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.

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Covid-19

Campanha de vacinação da covid-19 e da gripe arranca na quarta-feira

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A campanha de vacinação do outono-inverno contra a covid-19 e a gripe vai ser iniciada na próxima quarta-feira, com o objetivo principal de proteger as pessoas mais vulneráveis, anunciou hoje a diretora-geral da Saúde.

“No âmbito das linhas orientadoras para a covid-19 e outras infeções por vírus respiratórios no outono-inverno de 2022-2023, inicia-se no próximo dia 07 a campanha de vacinação sazonal que decorrerá, tal como no ano passado, simultaneamente para a covid-19 e para a gripe”, adiantou Graça Freitas em conferência de imprensa.

Segundo disse, os principais objetivos para as próximas estações de outono e inverno passa por proteger a população mais vulnerável, prevenindo a doença grave, a hospitalização e a morte por covid-19 e por gripe, e mitigando o impacto dessas doenças nos serviços de saúde.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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