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Perto de 1,4 milhões de pessoas em Portugal são cuidadores informais

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O número de cuidadores informais em Portugal deverá rondar os 1,4 milhões de pessoas, impulsionado durante a pandemia por causa do fecho de respostas sociais, revela um inquérito nacional segundo o qual estas pessoas deveriam ter mais direitos.

O inquérito é da responsabilidade do Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais e os resultados são apresentados hoje, em Lisboa, no decorrer do Encontro Nacional de Cuidadores Informais, quando se assinala o Dia do Cuidador Informal.

Em declarações à agência Lusa, uma responsável da Associação Nacional de Cuidadores Informais (ANCI), que integra o movimento, destacou como um dos principais resultados do inquérito o facto de este ter demonstrado que o número de cuidadores informais em Portugal é mais elevado do que os 8% a 10% que se estimava, consequência da pandemia.

“Neste momento, e segundo os resultados do inquérito, este número duplicou e eu julgo que isto tem a ver realmente com o fecho das respostas sociais. Havendo este fecho e esta falta de respostas, o número de cuidadores realmente exacerbou”, apontou Nélida Aguiar.

No inquérito participaram 1.800 pessoas, cerca de metade (52%) das quais afirmou conhecer algum cuidador informal, sendo que 14% afirmou ser o próprio cuidador, enquanto 44,5% disse ser um familiar e outros 26,5% amigos ou conhecidos (23%).

Quase um terço dos inquiridos (28,5%) é ou já foi cuidador informal e 78,5% descreve a função como dar apoio ao doente a tempo inteiro.

“Parece que muitos dos cuidadores informais não têm qualquer tipo de laço familiar com a pessoa de quem cuidam e isso mostra uma realidade que não foi vista, por exemplo, no Estatuto do Cuidador Informal, que apenas reconhece cuidador alguém com laços familiares”, realçou a responsável, membro da direção da ANCI.

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O inquérito procurou demonstrar o conhecimento que a população tem do cuidador informal, mas faz também um retrato destas pessoas, que são sobretudo mulheres (64%), com idade entre os 25 e os 54 anos (69,5%), que se tornam cuidadores informais a tempo inteiro.

“Aqueles que eram cuidadores ocasionais deixaram de o ser e passaram a ser cuidadores a tempo inteiro e, mais uma vez, devido ao fecho das respostas sociais que eventualmente existissem, após o confinamento”, apontou Nélida Aguiar.

A responsável diz mesmo que os direitos destas pessoas “não foram de forma nenhuma acautelados”, apontando que durante a pandemia, os cuidadores informais tiveram de enfrentar “ainda mais dificuldades” e sentiram-se “mais esquecidos”, tendo sido essa uma das razões que levou à criação do movimento “Cuidar dos Cuidadores”, que junta já “muitas dezenas de associações” de doentes.

“Todos sabemos que existem milhares de cuidadores em Portugal e têm muito poucos apoios, apesar de enfrentarem enormes desafios, não só económicos, sociais, emocionais, e a verdade é que o estatuto não veio dar resposta a estes problemas”, apontou.

A falta de apoio é, aliás, bastante clara para a quase totalidade dos inquiridos, já que 97,5% defende mais apoios para estas pessoas, sendo que 85,5% entende que deveriam ser apoios financeiros, 71% quer mais apoio ao nível da prestação de cuidados, 68,5% pede apoio laboral, 64% apoio psicológico e 49% apoio legal.

Nélida Aguiar defende que a pandemia não pode ser usada para continuar a atrasar todos os processos burocráticos e sublinha que mesmo antes do aparecimento da covid-19 o estatuto do cuidador informal já não respondia a todas as necessidades e que deveria, por isso, ser revisto.

“Com a pandemia, com a ausência das medidas de apoio, com a falta de acesso aos recursos existentes, com o encerramento das respostas sociais, isso vem demonstrar a imperativa necessidade de implementação de medidas de apoio reais e proteção dos cuidadores”, apontou, acrescentando que se trata de “um grande grupo de pobreza e exclusão social”.

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Para a responsável, é, por isso, “imperioso” que sejam identificadas todas as dificuldades, desde o acesso à saúde, o acompanhamento de doentes que dependem de terceiros, a falta de resposta por parte da Rede Nacional de Cuidados Continuados ou a falta de cuidados ao domicílio.

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Já são conhecidos os artistas da Expotrofa

Conheça aqui os artistas que vão atuar na ExpoTrofa.

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Já são conhecidos os artistas que vão animar as noites da ExpoTrofa.

A realizar-se de 6 a 10 de julho, o certame terá a animar as noites de quarta a sábado Augusto Canário, Banda Myllenium, a Orquestra Urbana da Trofa e Zé Amaro. A noite de domingo estará preenchida com o tradicional desfile de moda.

Em 2022, a ExpoTrofa regressa de um interregno de dois anos devido à pandemia, e fica marcado por algumas novidades, desde logo o local onde se realizará.

Da zona envolvente da estação, o certame passa para a Alameda da Estação, no coração da cidade da Trofa, com apenas cinco dias de duração, em vez dos tradicionais nove. A programação cultural passa para a responsabilidade da Câmara Municipal e não das juntas de freguesia, como aconteceu até 2019.

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Escrita com Norte: O jogo de(mora) uma vida

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Não sei se devia ambicionar mais da vida (talvez ser um senhor), mas na verdade, o que anseio, semana após semana, desde há muitos anos, é pelo domingo de manhã, onde às 11 horas, sem falta, nas coordenadas – Latitude: N 41º 20′ 26” Longitude: W 8º 32′ 40” – acontece o nosso jogo da bola. É um enorme acontecimento, não pelo futebol praticado (são sete “mancos” contra seis “mancos”, mais eu), mas pelo facto de que quando digo o “nosso jogo” é a forma de ainda nos encontrarmos! Se bem que após alguns falhanços, de um ou de outro, de baliza aberta, passo bem a semana sem os ver!
O jogo deste último domingo, dentro da sua espectacularidade singular, foi mais um igual aos outros…o jogo começa às 11, mas em campo ainda só estão o Miguel e o Mário, no balneário, o Rodrigo está a tirar a roupa e o telefone toca…é o Quim. O Quim está na bomba de gasolina onde deixou o carro para lavar e aspirar e precisa de boleia.

– Não te posso ir buscar, estou a equipar-me – responde o Rodrigo.
Do outro lado, o Quim diz algo ao qual o Rodrigo responde, – O Calheiros também não pode, está de trusses.
Devido a fortes laços familiares, o Miguel, que está no campo, interrompe o aquecimento e vai buscar o cunhado, apesar de não gostar de jogar com ele, mas adora ver o sobrinho que acompanha sempre o pai.
Chateado, o Cabral, que joga no lado do “inimigo”, resmunga – A vossa equipa ainda não está cá?!
(da equipa dele ainda faltam dois)
Já com quase todos em campo, chega o Miguel a resmungar com o Quim, devido aos fortes laços familiares, mas sorri quando olha para o sobrinho que dá razão ao tio.

– Agora que estamos todos, vamos começar?! – diz o Cabral, perguntando.

– Esperai um bocado! – diz o Edu, enquanto entra em campo. Afinal ainda faltava um jogador… adversário.
Enquanto o Edu aquece, o David vem ter comigo para me transmitir a mensagem errada. Em vez de dizer, “Admiro todo o teu virtuosismo técnico e táctico”, queixa-se, “Passei a semana com dores na perna e a tomar medicação, por causa de um “cacete” que me deste.” Lembro-me de nesse jogo ele me ter dado três “cacetes”…faz parte!
O Edu termina o aquecimento e estamos prontos para começar, são 11h15m e a parte boa é que estamos a aguentar o empate…costumamos não ganhar!
Havendo duas bolas, alguém decidiu complicar o que estava complicado para começar, perguntando – Com que bola jogamos?
Quase todos queriam jogar com a bola branca e eu proponho jogar com a azul. A branca é demasiado redonda, enquanto a azul é ligeiramente ovalizada, sendo mais propícia à qualidade técnica da maioria!
Hilário, que toma conta do campo, avisa-nos, “Hoje o jogo tem que acabar mesmo ao meio-dia. Tenho que ir a um sítio!”.
Perante a informação e tendo o jogo ainda não começado, senti que apesar de correr o risco de pagar para fazer apenas o aquecimento, poderíamos aguentar o empate se o jogo não chegasse a começar!
Mas começou, e logo parou com uma dúvida do Sá – Afinal aonde jogo? No meio campo ou a lateral?
(Sim, ainda há coisas que não conseguimos definir antes de o jogo começar)
Quim, o “Presidente” do grupo, põe o Sá a avançado e o jogo recomeça já quase no fim!
Chegou a haver esperança no empate!

Cronista escreve de acordo com a antiga grafia

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