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Os Rostos da Conquista

Os Rostos da Conquista

“Creio que foi por volta das 15.30 horas. Eu ia, mais ao menos, a meio do grupo, pela Rua de S. Bento a caminho da Assembleia quando me apercebi que era a Amália Rodrigues que estava no segundo andar daquela casa. Nem sabia que a senhora estava ali, que vivia ali. Dei um berro em voz alta a dizer: “ei pessoal, olhai a Amália”. Os que estavam para a frente não se aperceberam e continuaram o trajeto deles. Os restantes bateram palmas, deliraram com a Amália, que abriu os braços.
Depois, alguém pediu autorização para subir até junto dela e entregar-lhe uma t-shirt e um bivaque de papel. A Amália Rodrigues fez o favor de vir ao primeiro piso, pôs o bivaque na cabeça, pôs a camisola na frente dela e foi quando aproveitei para tirar a fotografia. Estava mesmo na entrada do prédio. Depois o rancho infantil de Cidai dançou como forma de agradecimento. Foi um momento bonito, delirante. As pessoas vibraram. Tenho a certeza que foi um momento único. Passado um ano, ela veio cá à Trofa”.


Manuel Pinto

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