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No Baixo Ave, “quase todas as empresas optaram pelo teletrabalho”, diz presidente da AEBA

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A opção massiva pelo teletrabalho das empresas da região do Baixo Ave, face à ameaça da covid-19, e a forma como tem sido bem-sucedida deixa perceber, para o líder da associação empresarial, que será uma aposta no futuro.

José Manuel Fernandes, presidente da Associação Empresarial do Baixo Ave, traçou à Lusa o quadro de uma região em que 600 dessas empresas são associadas da AEBA e que “muito cedo tomaram a decisão de enveredar pelo teletrabalho” precavendo-se, assim, da propagação do surto do novo coronavírus.

“Desde muito cedo, mesmo antes da declaração de estado de emergência, que quase todas as empresas optaram pelo teletrabalho e há coisas que estão a funcionar bem com esta opção, o que deixa a perceção de que quando isto acabar nada vai ficar com era antes”, disse o responsável.

Numa breve análise às implicações deste ato de gestão, o líder da AEBA entende que gerou “novos modelos de gestão” que fizeram com que “pessoas que tendo integrado estruturas internas nas empresas no futuro poderão vir a trabalhar a partir de casa, podendo dessa forma melhor gerir a relação trabalho/família”.

“Temos de aguentar a economia, pois estamos numa região de empresas exportadoras, que têm uma boa carteira de encomendas e que estão a tentar dar confiança aos mercados e à nossa sociedade”, sustentou o também dono do Grupo Frezite.

Informando que o “lay-off ainda não está a ser praticado” nas associadas da AEBA, destacou, pelo contrário, “empresas com responsabilidade na área alimentar e farmacêutica, que redobraram o seu esforço, como é o caso da Bial que funciona em horas extraordinárias para que os produtos não faltem nas farmácias e distribuidoras”.

Das outras medidas ditadas pelo combate ao vírus, José Manuel Fernandes disse haver “um ou outro restaurante que optou por tornar-se “take away” e dessa forma ter a sua estrutura mínima ocupada” e também aconteceu “numa ou noutra empresa que funcionários, que são vendedores, foram colocados de quarentena”.

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Em síntese, José Manuel Fernandes disse viver-se entre as 600 associadas que se distribuem pelos concelhos a Trofa, Santo Tirso, Maia, Vila Nova de Famalicão e de Vila do Conde “um quadro animador de empresas que souberam adaptar-se e que fazem por não sentir os efeitos do coronavírus”.

Lusa

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Covid-19

Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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