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Edição 721

Movimento aplaude “chumbo” ao aterro, mas mantém-se “atento”

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Mesmo ainda não tendo acesso à documentação que solicitou há já mais de 15 dias, o Movimento Contra o Aterro manifestou que a deliberação da CCDR-N era apenas “uma vitória ganha”, porque a guerra, acreditam, “ainda não acabou”.

“Temos de estar bem atentos, de olhos bem abertos”, referiu Domingos Faria, elemento do movimento, que realizou uma conferência de imprensa na tarde de sábado, 4 de julho, um dia depois de ter tornado público o parecer desfavorável da CCDR-N ao pedido de licenciamento da Resinorte para a construção do aterro sanitário em Covelas.

Referindo-se ao presidente da Câmara Municipal, Sérgio Humberto, a quem acusa de “dizer uma coisa hoje e outra amanhã”, Domingos Faria referiu que “ele não vai desistir e vai voltar à carga”. “Quando muito, deixam-nos adormecer até às próximas eleições e, depois, a história será outra”, atestou.
A mesma ideia é propalada pelo pároco da freguesia, José Ramos, que desde o início está do lado dos manifestantes na luta contra a construção do aterro: “Cuidado, não podemos cruzar os braços. Esta não é a hora do render da guarda, não, esta é uma hora para estarmos de olhos bem abertos”.

Alimentados pela “desconfiança” que têm dos órgãos públicos locais, e cientes de que, “em termos geográficos, Covelas tem várias hipóteses de acolher aterros”, os elementos do Movimento temem que a porta fique entreaberta, nem que seja para que o processo prossiga noutro contexto. “Na freguesia ao lado, em S. Martinho de Bougado, mais propriamente na Abelheira, está planeado para lá um aterro e, à parte do aterro, uma incineradora e, à parte da incineradora, também uma fábrica de compostagem, portanto, tudo material poluente para as nossas freguesias. É tempo de dizer basta”, sublinhou Domingos Faria.

Recorde-se que na Assembleia Municipal da Trofa que reuniu via plataforma digital Sérgio Humberto admitiu ter havido “negociação entre a Câmara e a Resinorte” e assumiu ainda que “confirmou aos srs. Paulo Sá e Silva, Jorge Silva, Sr. Manuel Azevedo e Sr. Luís” que ao contrário do que estava a ser dito “o aterro não iria para a Abelheira mas sim para Covelas”. O Presidente da Câmara assumiu ainda que lhe foram “apresentadas 3 propostas para colocar uma empresa de aterro de resíduos de obras, uma empresa de fertilizantes e outra unidade no Lar do Emigrante”, na freguesia de Covelas mas que não aceitou.

Presidentes da Câmara da Trofa e da Junta de Covelas contestados pela população

Assim que foi conhecida a decisão da CCDR-N de chumbar o pedido formulado pela Resinorte para instalar um aterro sanitário na freguesia de Covelas, na sua página de facebook o presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto veio regozijar-se: CONSEGUIMOS.
Aterro em Covelas NÃO…” “OBRIGADO a todos os que estiveram ao nosso lado com Covelas e com todos os Covelenses”.

Estas afirmações originaram uma onda de indignação um pouco por todo o concelho mas de forma mais veemente em Covelas. Assim, no final de uma das reuniões privadas, a que apenas podiam aceder algumas pessoas e, apenas por convite, Sérgio Humberto foi apupado pelos populares que esperavam à porta da junta de Covelas na noite de sexta-feira. O presidente da Junta de Freguesia Feliciano Castro também não escapou à indignação popular e foi alvo de duras críticas por, ao longo do processo não “ter demonstrado uma postura firme contra o aterro e de apoio à luta contra o aterro”. As críticas subiram de tom quando, no final da reunião o presidente da Junta Feliciano Castro afixou um comunicado no qual se congratula com o chumbo da CCDR-N garantindo “estar satisfeito com esta vitória de Covelas e de todos os Covelenses” através do comunicado assinado pelo executivo da Junta, adianta que “o Presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, não vai baixar os braços e como representante do povo de Covelas e do Concelho” e que, mantém o pedido de audiência ao Sr. Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Eng. João Pedro Matos Fernandes, esperando que este mantenha a sua palavra e cumpra o que afirmou, quando disse que não irá licenciar nenhum aterro para o território Trofense”.

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Recorde-se que esta onda de revolta da população de Covelas e de outras freguesias que se foram associando, teve início em maio, após ter sido tornado público que a Câmara Municipal da Trofa estava a negociar com a Resinorte a instalação de um aterro sanitário em Covelas, a apenas 3 metros de distância do aterro sanitário de Santo Tirso, já encerrado e em processo de selagem. A população uniu esforços, criou um movimento de cidadãos e foi conquistando apoios para a luta contra o aterro.

Após quase dois anos de negociações, a Câmara que tinha já dado “ luz verde” ao investimento a ser executado por parte da Resinorte” através de uma minuta de protocolo tripartida com a empresa e a Trofáguas em troca de cerca de 2 milhões de euros que tinha sido já remetida à Secretaria de Estado do Ambiente em 2019. Já em 17 de fevereiro deste ano o presidente da Câmara Sérgio Humberto assina pelo próprio punho o segundo pedido de alteração, por exclusão, à delimitação da Reserva Ecológica Nacional da Trofa”. No texto pode ler-se “Vimos por este meio, e no âmbito do processo de licenciamento para a construção de um aterro sanitário da empresa Resinorte, solicitar a exclusão de 6,8 ha (hectares) da Reserva Ecológica Nacional (REN) do Concelho da Trofa”.

O pedido assinado por Sérgio Humberto informa que o projeto a desenvolver vai localizar-se “na proximidade do aterro sanitário existente no concelho de Santo Tirso” e informa ainda que “o total da área a afetar com a infraestrutura será de 17,0 ha, sendo que 35% está integrada em REN… solicita-se a exclusão de 6,8 hectares, totalmente incluídos na tipologia cabeceiras de linhas de água” ou seja, área da nascente do Rio de Covelas.

No pedido, Sérgio Humberto, fundamenta a desafetação de REN, com a “evolução das condições económicas, sociais, ambientais inerentes à construção desta infraestrutura”, julgando-se por isso “estarem reunidas as condições” para a CCDR-N aprovar a retirada dos 6,8 ha de Reserva Ecológica Nacional.

O NT sabe ainda que na Memória Descritiva produzida pela autarquia para fundamentar o pedido de alteração à área de REN datado de Novembro de 2019, a Câmara faz referência de que “foram já realizadas várias reuniões preparatórias que contaram com a presença da Câmara Municipal da Trofa, dos responsáveis da Resinorte, da entidade coordenadora do licenciamento e da Agência Portuguesa do Ambiente – APA que inclusivamente fizeram visita ao local onde se pretende instalar o aterro”. Ora deste documento pode ainda retirar-se a informação de que, para “fugir” ao estudo de impacto ambiental, a capacidade de receção de resíduos seria de 150 mil toneladas por ano”. Da memória descritiva salienta-se ainda que, a “com vista à viabilização da pretensão a Câmara Municipal da Trofa promoveu uma alteração ao Regulamento do PDM publicada a 14 de agosto, pelo aviso 12983/2019”.

Após o início da contestação à construção do aterro em Covelas, a CCDR-N solicita por escrito, esclarecimento à Câmara da Trofa, numa comunicação enviada em finais de maio, que clarifique qual a classificação do solo na área prevista para a construção do aterro, tendo em conta que a Câmara está em alterações ao PDM que estão “em avançado estado de trabalhos de revisão”,… nos seja transmitida qual a classificação e qualificação do solo prevista para a área”.

Mais de um mês após a data desta comunicação a Câmara da Trofa e novamente pelo punho do presidente da Câmara, Sérgio Humberto, remete à CCDR-N uma comunicação onde informa que “desde o tempo decorrido desde o pedido de alteração à delimitação da REN da Trofa, foram desenvolvidos os trabalhos inerentes à elaboração da nova carta de REN do concelho da Trofa”. Assim, e atendendo a que para o local em apreço, a mesma poderá configurar uma delimitação diferente da atual, entendemos que se deverá aguardar pela conclusão dos trabalhos tendo em vista a avaliação posterior da pertinência dos trabalhos”. Com esta carta a Câmara pede à CCDR-N para aguardar pela nova designação do solo prevista na nova versão do PDM, cujos trabalhos de alteração decorrem, deixando em aberto a possibilidade de voltar a formalizar o pedido.

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Já a população de Covelas garante não estar descansada com este “aparente abrandamento do pedido de licenciamento de aterro” e o movimento de cidadãos garante que vai continuar na luta pois “nada garante que após as eleições autárquicas de 2021 este aterro possa mesmo ser construído naquela freguesia ou numa outra do concelho da Trofa.

Sessão de esclarecimento adiada e marcada vigília de apoio ao padre de Covelas

E para provar que a luta continua, o movimento prevê realizar uma sessão de esclarecimento, na qual quer ver, finalmente, o presidente da Câmara Municipal da Trofa dirigir-se à população publicamente.
A sessão estava agendada para 11 de julho, junto à Capela de S. Gonçalo, em Covelas, mas foi adiada devido às “previsões meteorológicas”.

No entanto, a ação foi substituída por uma Vigília de apoio ao Padre José Ramos. O pároco de Covelas que tem sido alvo de queixas enviadas ao Bispo do Porto a acusá-lo de participar nas manifestações sob efeito de álcool. José Ramos em declarações aos jornalistas garantiu que estas queixas “não me vão fazer calar, pelo contrário”.

A vigília está marcada para o próximo sábado, 11 de julho, às 21.30horas junto à Capela de S.Gonçalo, em Covelas e é organizada pelo Movimento Contra o Aterro Sanitário em Covelas.

Presidente de Santo Tirso satisfeito com decisão da CCDR-N

“É gratificante ver que todo o nosso trabalho e esforço das últimas semanas culmina neste parecer CCDR-N”. Foi desta forma que Alberto Costa, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso se referiu ao parecer desvaforável ao pedido de licenciamento da Resinorte, para instalar um aterro “paredes-meias” com aquele que esteve em funcionamento até 2016, em Santa Cristina do Couto, território do concelho tirsense.

“Fizemos todo o esforço, desde a reunião com o senhor Ministro (do Ambiente), todos os ofícios e e-mails trocados com as mais diversas instituições, entre as quais também a CCDR-N e, portanto, chegamos a bom porto”, referiu o autarca, à margem da inauguração da requalificação de um complexo habitacional, na Reguenga, na manhã de segunda-feira, 6 de julho.

Alberto Costa sublinhou que “o Governo deu mostras de que, de facto, não é permitido fazer coisas destas de qualquer forma”, tendo em conta o “histórico” daquela área territorial. “Não fazia sentido absolutamente nenhum, numa zona onde estão previstas a selagem definitiva do antigo aterro e a criação de um espaço verde, fazer-se um novo aterro a três metros de distância”, sublinhou.

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Dezembro de 2017 -Resinorte reúne na Câmara da Trofa

CRONOLOGIA

14 de agosto de 2019 – Câmara altera regulamento do PDM para viabilizar a desafetação de REN e construção do aterro em Covelas
17 fevereiro de 2020 – Sérgio Humberto pede exclusão de área REN a Zona do Aterro
14 de maio de 2020 – Jornal O Notícias da Trofa noticia intenção da Câmara e Resinorte de construção do aterro em Santo Tirso
15 de maio – Câmara da Trofa em comunicado afirma que não há nenhum aterro para Abelheira
19 maio – Sérgio Humberto afirma, em declarações à agência Lusa, que aterro cumpria todos os requisitos e que é uma extensão do aterro de Santo Tirso
21 de maio – Reunião com eleitos de Covelas, Sérgio Humberto defende aterro afirmando “que a Resinorte tem interesse e a Câmara da Trofa também”.
26 maio – Resinorte em comunicado informa que aterro é uma nova unidade e não uma extensão do de Santo Tirso.
29 maio – Sérgio Humberto em comunicado afirma ser contra aterro em Covelas.
30 maio – Manifestação no Parque de Nossa Senhora das Dores da população contra aterro.
14 de junho – Cerca de 1000 pessoas caminham contra o aterro.
27 de Junho – Mega Buzinão pelas ruas de Covelas e Bougado contra o aterro.
28 de junho – Presidente da Câmara inicia sessões de esclarecimento com Covelenses
3 de julho – CCDR-N dá chumbo ao Aterro

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Caça ao mamute

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Seguia de carro pela Rua Conde de S. Bento, quando avisto um espaço curto para estacionamento só ao alcance dos melhores, daqueles que se “picam” quando são ultrapassados. De imediato, dou pisca e estaciono um pouco mais à frente, num local com mais espaço… Sempre encarei a ultrapassagem como algo normal para quem conduz. Desligo o rádio, meto marcha-atrás, seguida de uma primeira, e o carro fica devidamente aparcado.

– Porque desligaste o rádio?! – Pergunta a Cristina, que me acompanhava nesta manhã.

Em tom sério, respondo:

– Os meus antepassados caçavam mamutes!

Vivemos no tempo das drogas e antidepressivos, da psicologia e dos livros de auto ajuda, das vidas de sonho e consequentes frustações… Continuamos a questionar de onde Vimos e para onde Vamos.

Para onde Vamos? Não sei! Mas sei que Vimos do tempo das cavernas, em que a mulher ficava em “casa” e o homem ia caçar mamutes…Isto explica tudo nos dias de hoje e, tendo noção deste passado, pode-nos evitar muita consulta psiquiátrica e antidepressivos!

Se a mulher ancestral ficava na caverna  e dispersava a atenção com os filhos, a grunhir com as outras e a catar piolhitos, o homem tinha que encarar todos os perigos do mundo exterior à procura de caça, principalmente o MAMUTE!

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Esta actividade extremamente perigosa, principalmente quando o mamute mostrava os dentinhos, obrigava o homem primitivo a uma focalização plena no seu objectivo, desligando o “rádio” para melhor se concentrar no arremesso da lança. É esta informação genética que está gravada no Nosso ADN.

Avançando no tempo, muitas dezenas de milhares de anos, o homem moderno quando vai a um hipermercado comprar uma batata a pedido da sua mulher, compra só uma batata, sem se deixar distrair por uma qualquer promoção. Chegado a casa, por norma ela pergunta:

– Não viste mais nada que pudesse interessar?

Esta pergunta, estranha para o homem, mostra que elas se esqueceram que nós caçávamos mamutes!

A caça obrigava, também, a uma cooperação entre os elementos do grupo caçador, criando laços de amizade e de lealdade, reflectidos nas futeboladas com os amigos em que, unindo esforços, atacamos para o mesmo lado, tentando acertar no “mamute”! Já as mulheres, protegidas pelas paredes das cavernas e sem um inimigo comum para combater, não criaram os mesmos tipos de “laços”, e é norma cruzarem conversas; nas compras,em vez de comprarem a batata, compram um qualquer shampoo de algas; e um pormenor de classe…com mais facilidade dão uma facadinha nas costas da “amiga”!

Mas a mulher moderna teima em apagar esta informação genética naquilo que tem de mais puro e bonito! Se até ao tempo dos nossos pais, quando ele chegava a casa ao final do dia e dizia – Mulher, cheguei de caçar mamutes! – Tinha direito a sentar-se no sofá e ver televisão enquanto o jantar não estava pronto, neste dias que correm a mulher parece preferir um caçador de grilos do que o verdadeiro caçador de mamutes! A razão é simples,ela fica com mais tempo para as conversas cruzadas e para dar uso à faca!!!

Estas diferenças entre homens e mulheres, vindas do passado fazem com que sejamos, não melhores uns do que os outros, mas diferentes…muito diferentes!

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Memórias e Histórias da Trofa: Quando o povo de S. Mamede alimentava os cães da Maia

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Numa das muitas pesquisas de história, analisando uma das maiores obras de história nacionais: “Portugal Antigo e Moderno” que foi um dicionário editado em 1874 com múltiplos volumes que pretendia abordar a história de todas as cidades, vilas e freguesias de Portugal, surgiu vários pontos interessantes sobre a nossa história local.

O seu autor, Augusto Soares Azevedo Barbosa de Pinho Leal editava uma das obras que seria referência nacional e iria marcar profundamente o trabalho de historiadores de várias gerações.

Naturalmente as freguesias mais próximas da minha pessoa, acabam por fazer recair a nossa atenção sobre elas, nesse sentido acabou por prestar mais atenção às freguesias do concelho da Trofa.

Na análise das freguesias do futuro e atual concelho da Trofa a atenção acabou por recair na freguesia de S. Mamede do Coronado, por diversos fatores, desde passado histórico e até evolução de habitantes.

Uma abordagem ao enquadramento geográfico desta freguesia relativamente a outras cidades, tais como o Porto ou mesmo Lisboa, referindo que no final do século XIX tinha nos seus limites geográficos 260 fogos. Certamente que se estará a perguntar se existe a possibilidade de converter esse número de fogos, num número real de habitantes, vários historiadores referem que com esse número de fogos deveria ser uma população entre os 1500 a 2500 habitantes.

Um aumento elevado da população se atendermos que em 1757 havia apenas 172 fogos, estamos perante um aumento de praticamente 100 casas em pouco mais de cem anos, não ignorando provavelmente o aumento de 1000 mil habitantes.

Atendendo a estes dados é possível perceber que S. Mamede do Coronado apresentava uma grande dinâmica social, motivada certamente por questões económicas, até porque na obra em questão a mesma surge como: “É terra fértil. Muito gado”.

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Tentando traçar um paralelismo e quantificar essa mesma riqueza e dinâmica económica, a sua população pagava praticamente o dobro dos impostos que a população de S. Romão pagava.

Atendendo à razão da escrita deste texto e ao próprio título desta crónica, certamente estará a perguntar-se onde surge a questão de alimentar os cães da Maia e sendo imperioso referir essa situação.

O autor refere e fazendo uma citação direta do seu dicionário publicado em 1874: “O abbade de Vermuim tinha obrigação de vir aqui assistir à missa, no dia de S. Mamede, com todos os seus creados, cavalgaduras, cães e gados (!) dando de jantar a todos o abbade de Coronado e oferecia ao de Vermuim (que estava de sobrepeliz e estola) sete varas de bragal, que este media, aceitava e tornava para a sua terra”.

Devia ser uma situação ao nível da surrealidade de se assistir se olharmos com os olhos da atualidade, um cortejo a caminhar da atual cidade da Maia em direção a S. Mamede, com várias pessoas além dos inúmeros cavalos e até mesmo os cães para jantarem em dia de festa de S. Mamede, nesta localidade trofense. Sendo uma cerimónia com grande rigor em que o abade estava devidamente “fardado” com estola e sobrepeliz a receber um imposto em forma de géneros que era a prática daquela época, como também essa quantidade era uma quantidade padrão.

Impossível saber o início desta prática, como também compreender porque é que ela teve início, existem circunstâncias da história que não conseguimos resolver e perceber as suas dinâmicas, sem sombra de dúvidas uma tradição suis generis, não conhecendo mais nenhum caso a nível nacional que se iria perder com o passar do tempo e da memória.

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