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Mais de dois mil casos, quatro mortos e subida nos internamentos

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Portugal regista hoje 2.362 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, um valor semelhante a dados de meados de fevereiro, quatro mortos com covid-19 e um aumento nos internamentos.

Desde o dia 17 de fevereiro, quando se registaram 2.324 contágios, que o número de novos casos diários não ultrapassava os dois mil.

No boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) assinala-se que estão hoje internadas 504 pessoas com covid-19, mais 12 do que na terça-feira, 120 das quais em unidades de cuidados intensivos, mais uma.

A área de Lisboa e Vale do Tejo tem 56,5% do total das novas infeções, concentrando 1.336 novos casos.

Os dados revelam também um aumento substancial do número de casos na região Norte, que tem hoje 435 novas infeções, na região do Algarve, com 254 casos e na região Centro, com 224.

As quatro mortes nas últimas 24 horas ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo (3) e na região Autónoma da Madeira.

Os dados divulgados pela DGS mostram também que há mais 1.337 casos ativos, totalizando 33.471 e que 1.021 foram dadas como recuperados nas últimas 24 horas, o que aumenta o total nacional para 828.990 recuperados.

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Desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram em Portugal 17.096 pessoas e foram registados 879.557 casos de infeção.

O número de contactos em vigilância pelas autoridades de saúde subiu em 2.166, totalizando 53.275.

A incidência da infeção com o coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal continental continua a subir, estando hoje nos 176,9 casos por 100.000 habitantes, assim como na totalidade do território que é agora de 172,8, revelam dados oficiais.

Na segunda-feira, a incidência da infeção com o coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal continental estava nos 161,7 casos por 100.000 habitantes, enquanto o valor para a totalidade do território se situava nos 158,5.

De acordo com o boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o índice de transmissibilidade (Rt) mantém-se nos 1,14 em todo o território nacional e sobe de 1,14 para 1,15 em Portugal continental.

Os dados do índice de transmissibilidade e da incidência a 14 dias são atualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

A região de Lisboa e Vale do Tejo com a notificação de 1.336 novas infeções, contabiliza até agora 340.038 casos e 7.263 mortos.

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Na região Norte há hoje 435 novas infeções por SARS-CoV-2, totalizando 345.825 casos de infeção e 5.365 mortes desde o início da pandemia.

Na região Centro registaram-se mais 224 casos, acumulando-se 122.107 infeções e 3.027 mortos.

No Alentejo foram assinalados mais 64 casos, totalizando 30.997 infeções e 972 mortos desde o início da pandemia.

Na região do Algarve o boletim de hoje revela que foram registados 254 casos, acumulando-se 24.489 infeções e 365 mortos.

A região Autónoma da Madeira registou 14 casos, somando 9.922 infeções e 70 mortes devido à covid-19 desde março de 2020.

Os Açores têm hoje 35 novos caso contabilizando 6.179 casos e 34 mortos desde o início da pandemia.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

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O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 400.849 homens e 478.245 mulheres, mostram os dados da DGS, segundo os quais há 463 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 8.972 eram homens e 8.124 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

Do total de mortes, 11.221 eram pessoas com mais de 80 anos, 3.649 com idades entre os 70 e os 79 anos, e 1.540 tinham entre os 60 e os 69 anos.

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Escrita com Norte – (Des)Apropriação cultural

Como penso que nem sempre a maioria tem razão e tendo prestado atenção às denúncias desta minoria “bem” pensante e progressista, abandonei os meus conceitos, que no meu dia-a-dia me esforçava por aplicar, de partilha e comunhão, certamente conceitos obscuros e com cheiro a mofo.

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Dior acusada de “apropriar-se culturalmente de saia chinesa”, escolhas de roupa e acessórios usados em festivais demonstram insensibilidade cultural, regressar ao passado e ver sinais de apropriação cultural em Elvis Presley, jovem com cancro acusada de apropriação cultural por usar turbante em vez de lenço,…, Rita Pereira acusada por usar um penteado de origem africana e cantar uma música sobre racismo,…

Como penso que nem sempre a maioria tem razão e tendo prestado atenção às denúncias desta minoria “bem” pensante e progressista, abandonei os meus conceitos, que no meu dia-a-dia me esforçava por aplicar, de partilha e comunhão, certamente conceitos obscuros e com cheiro a mofo. Desde já quero pedir perdão às pessoas de todas as cores, sexo, tendências, políticas ou sexuais, condição social e, muito em particular, ao Batatinha, porque em miúdo teimava em disfarçar-me de palhaço (sem grande esforço), que foram alvo destas minhas manias.
Hoje, saí de casa decidido a ser uma pessoa melhor, sendo intransigente com qualquer tipo de apropriação cultural.
Tinha alguns sítios aonde ir antes do almoço, o primeiro deles tomar café. Ao passar próximo da casa dos Akello, meus vizinhos africanos, ele estava a aproveitar o dia de sol de inverno e a assar sardinhas com pimentos, ao som de Caetano Veloso.
(Aquela família tem bom gosto músical)
Cumprimentei o vizinho e fiquei a apreciar o cheiro da sardinha e o bom som, mas lembrei-me da péssima pessoa que estava a ser e comecei a espumar de indignação.
Peguei num balde de água e despejei-o em cima das brasas acusando o meu vizinho africano de apropriação deste prato tipicamente português e uma das nossas sete maravilhas gastronómicas e de insensibilidade, por a sardinha simbolizar a pobreza em que os nossos pais e avós viveram, em que uma era dividida por quatro.
Antes de me ir embora, atirei-lhe – Faz uma Muamba de Galinha.
(Custou-me. A minha vontade era ensinar-lhe como manter as brasas “vivas”)
Na porta ao lado, onde mora uma família de brasileiros, denunciei o vizinho africano, por estar a ouvir Caetano. Reginaldo, sentindo a sua cultura insultada, em jeito de vingança, pôs bem alto no seu gira-discos, Cesária Évora.
Depois do café, passei no supermercado…tinha que comprar canela. Ao tirar um saco da prateleira levo um chapadão. Kamal, imigrante do Sri Lanka, de turbante, olha-me com expressão reprovadora e diz-me:

  • ඔබ සංස්කෘතික අසංවේදීත ාවයකින් පෙළෙනවා (És de uma insensibilidade cultural arrepiante)!
    Envergonhado, comprei algo muito português, três azulejos, para não correr riscos.
    Ainda não suficientemente redimido pela minha falha grave para com o cidadão Cingalês,… (Como me foi passar pela cabeça comprar canela)
    …fui cortar o cabelo. Zé Manel, o cabeleireiro, pergunta-me:
  • Queres um corte todo “man”, rapadinho dos lados e uma crista, tipo índio?
  • Tu está tolo!!! Trata-te, Zé Manel! – e prossigo – Quero um corte curtinho e risca ao lado.
    (Custou-me. A minha vontade era experimentar alisar o cabelo)
    Novamente de bem comigo, enquanto caminho pela rua chamo a meia dúzia de brancos de “opressores culturais” e a meia dúzia de não brancos de “oprimidos”, dando-lhes força para o que quer que seja!
    Ao atravessar o parque, encontro o Peres, o meu amigo negro mais antigo, que gosta muito do carnaval, e quando termina um, começa logo a pensar no próximo.
  • Calheiros, no próximo Carnaval, vou disfarçar-me de Mimo. Vou pintar a cara de bran…
  • TU NEM TE ATREVAS…
    (Curioso, quando imbuidos deste espírito de “defensores culturais”, o ódio e indignação começam a manifestar-se de uma forma muito natural)
    …LEVAS COM UMA MANGUEIRADA DE ÁGUA NAS FUÇAS!
    (Custou-me. A minha vontade era a de lhe dizer, que se precissase de maquilhagem, eu tenho uma lá em casa muito boa)
    Entro em casa.
  • Trouxeste a canela?
  • Não. Trouxe três azulejos.
  • Não havia canela?
  • Havia. Não podia era insultar as pessoas!!!

Abdiquei do valor da partilha, que aproxima e une, a favor do obscurantismo disfarçado de pensamento progressista, que separa e tribaliza.

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Bênção das Grávidas no dia 8

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A 8 de dezembro, há bênção das grávidas nas paróquias de S. Martinho de Bougado e S. Romão do Coronado.

Segundo os boletins paroquiais, a primeira convida grávidas e seus companheiros a participar na celebração, que terá lugar às 11h00, na Igreja Nova, integrada na celebração da eucaristia dominical. Podem inscrever-se na secretaria paroquial ou então basta aparecerem no dia um pouco antes, pois haverá lugares reservados na Igreja.


Em S. Romão, a bênção acontece às 10h00, na eucaristia realizada na Igreja Paroquial. As grávidas interessadas devem inscrever-se junto do pároco, ou dos elementos da Pastoral Familiar ou do sacristão.
Antigamente, o Dia da Mãe era celebrado a 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição.

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