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Joana Lima recusa em Tribunal uso ilegítimo de cartão

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A ex-autarca e deputada do PS na Assembleia da República começou hoje a ser julgada por alegado uso ilegítimo de cartão de crédito de uma empresa municipal e recebimento indevido de ajudas de custo.

Depondo perante um coletivo de juízes no Tribunal de Matosinhos (Comarca do Porto), Joana Lima referiu-se ao uso supostamente ilegal de um cartão de crédito da empresa municipal Trofa Park, pelo qual está acusada, afirmando que foi utilizado em viagens simultaneamente para tratar de assuntos da câmara e daquela entidade.

“Ia numa dupla função de presidente da Câmara e de presidente da empresa”, afirmou, acrescentando que os projetos que a levavam a Lisboa, por exemplo, eram “transversais” às duas entidades.

Do seu ponto de vista, tal circunstância anula a tese do uso abusivo do cartão da Trofa Park, defendida pelo Ministério Público (MP).

Referindo-se ao recebimento alegadamente indevido de ajudas de custo por despesas pagas com cartão de crédito, outra das acusações do MP, disse que seguiu indicações dos serviços, já que desconhecia a regulamentação de tais pagamentos.

Uma parte dos factos levados hoje a julgamento reporta-se ao período no período entre dezembro 2009 e inícios de 2012, quando a então autarca terá pagado com um cartão de crédito camarário 2.273 euros de deslocações e, ao mesmo tempo, cobrado ajudas de custo associadas a essas mesmas deslocações de 797 euros.

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Numa fase posterior e até outubro de 2013, passou a usar, para fins similares, mas sem suporte legal, segundo o MP, um cartão de crédito da empresa municipal Trofa Park, que dirigia, em acumulação com a presidência da Câmara.

Segundo o MP, Joana Lima pagou com o cartão despesas de 4.176 euros relacionadas com a Câmara e não com a empresa, e beneficiou de ajudas de custo de 714 euros.

Em caso de condenação por estes factos, o MP pede que a ex-atuarca seja obrigada a pagar os montantes gastos ou recebidos ilegitimamente.

A estas imputações, que o Ministério Público diz configurarem a prática de um crime continuado de peculato e outro de abuso de poder, a acusação junta a contratação verbal de uma obra de pavimentação, em alegada violação das normas de execução orçamental, consumada em agosto de 2013, por 104 mil euros.

Sobre esta empreitada, “foi conduzida por um presidente de junta”, disse Joana Lima, num depoimento que prosseguia às 11:30.

Lusa

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Grupo da Brasmar adquire maioria do capital da empresa francesa Sedisal

O Grupo Brasmar, líder nacional no setor alimentar de produtos do mar, adquiriu a maioria do capital da francesa Sedisal, empresa especializada na distribuição de produtos do mar refrigerados.

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O Grupo Brasmar, líder nacional no setor alimentar de produtos do mar, adquiriu a maioria do capital da francesa Sedisal, empresa especializada na distribuição de produtos do mar refrigerados. Com um volume de negócios de cerca de 13 milhões de euros, a Sedisal tem na distribuição de polvo e bacalhau refrigerado as grandes áreas de expertise, dispondo de forte presença nos mercados francófonos.

Ao longo dos últimos anos, a Sedisal tornou-se um parceiro de referência na distribuição moderna em França, desenvolvendo uma gama de produtos de elevada qualidade e reconhecimento. Em 2015, lançou uma gama de produtos de cefalópodes prontos a consumir – em parceria com a Foncasal, empresa que viria igualmente a integrar o Grupo Brasmar, em 2019. Já em 2016, apostou no lançamento da própria marca, a ITSALUZ Lumiére de Oceans.

A aquisição da maioria do capital da empresa francesa (assegurando um call option sobre os restantes 49%), fundada em 1999 e localizada em Saint-Jean-de-Luz, permitirá à Brasmar a consolidação das operações no mercado francófono, potenciando as vendas tanto no negócio de produtos refrigerados, como nos produtos congelados.

A Brasmar, empresa participada do VigentGroup e do private equity MCH, tem vindo a intensificar o seu processo de internacionalização, através de um conjunto de aquisições e da abertura de filiais.

“Estamos sempre atentos a potenciais oportunidades de negócio que nos permitam incrementar a nossa quota de mercado, oferta de produtos e fluidez da cadeia logística. Esta aquisição responde aos nossos objetivos de crescimento neste mercado e reforça a dinâmica internacionalizadora que temos vindo a implementar nos últimos anos”, explica Sérgio Silva, CEO do VigentGroup.

O grupo português está presente em mais de 40 países, conta com um universo de colaboradores que supera os 850 e obteve uma faturação consolidada, em 2021, de cerca de 240 milhões de euros.

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Memórias e Histórias da Trofa: O telefone e a indústria em S. Romão

A introdução do telefone na Trofa foi um processo bastante lento com muitas condicionantes, apesar de ter desde cedo um conjunto de empresas que precisava obviamente de meios de comunicação para comunicar com os seus clientes.

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A introdução do telefone na Trofa foi um processo bastante lento com muitas condicionantes, apesar de ter desde cedo um conjunto de empresas que precisava obviamente de meios de comunicação para comunicar com os seus clientes. Justificava-se este atraso com a dependência administrativa para com Santo Tirso.
Na verdade, também na sede de concelho as comunicações eram difíceis, pedia-se a ligação a Guimarães e Fafe, importantes centros de industriais.
Os empresários e habitantes trofenses pediam a ligação a S. Romão, Ermesinde e depois seria estabelecida a ligação com o Porto, justificando esse investimento com o facto de em S. Romão existir já um forte tecido industrial, reforçando ainda com a argumentação que era igualmente um importante centro comercial.
Sobre o seu centro comercial era enumerado que era um território em crescendo e que se fossem dadas as condições ainda poderia crescer mais e por arrasto trazer novas dinâmicas para S. Romão.
A própria localidade já não podia dispensar o telefone, era uma necessidade gritante que não podia estar mais tempo em suspenso.
A solução para a resolução deste problema, escrevia-se em 1927 teria de passar por iniciativa privada dos seus cidadãos, não ficar eternamente à espera de uma solução do poder governativo que já naquela época era centralista.
Apelava-se à criação de uma subscrição, algo comum para aquele momento da história, na prática os membros da comunidade com as verbas que iriam arrecadar pagariam a instalação do telefone naquela sua comunidade.
Anunciava-se que era um bem necessário a ligação de S. Romão com o resto do país, a sua indústria e comércio necessitava dessa solução para sustentar e alimentar ainda mais aquele crescimento económico que estava a viver.
S. Romão do Coronado, uma freguesia que sempre caminhou lado a lado com o progresso, recebendo a industrialização no seu regaço e devendo muito essa vantagem seguramente graças ao comboio que desde 1875 passava nos seus limites geográficos.

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