A PSP do Porto anunciou hoje a detenção de um homem, de 46 anos, suspeito de ser o responsável pelo encaminhamento de várias mulheres para os hospitais do Porto, dizendo-lhes, telefonicamente, que lhes tinha sido diagnosticado um cancro.

Em declarações à Lusa, fonte das Relações Públicas da PSP/Porto, disse que o detido “dissimulava a voz” quando telefonava às mulheres, fazendo-se, assim, passar por mulher.

“O suspeito foi detido na quinta feira, em flagrante delito, quando estabelecia um contacto telefónico para efetuar mais uma das suas atuações”, referiu.

A mesma fonte disse que a detenção do homem, vendedor e residente em Vila das Aves, Santo Tirso, surgiu na sequência de uma investigação levada a cabo pela polícia, após “uma queixa do Instituto Português de Oncologia (IPO)” do Porto.

O homem fez-se passar inúmeras vezes por “médica ou enfermeira”, acrescentou.

A PSP remeteu para uma conferência de imprensa, marcada para as 11:00, mais esclarecimentos sobre o caso, sendo que o detido é suspeito da prática dos crimes de coação sexual, usurpação de funções e ofensas a pessoa coletiva.

No início do mês, o Conselho de Administração do Hospital de S. João denunciou publicamente este caso, tendo o presidente António Ferreira afirmado que uma falsa médica andava a encaminhar várias mulheres para aquela unidade, dizendo-lhes por telefone que lhes tinha sido diagnosticado cancro do útero ou da mama, devendo, por isso, dirigir-se a uma consulta.

A situação não era nova, tendo episódios que remontam a 2008, pretendendo o Hospital com a denúncia alertar o público para que se fosse contactado pela falsária, percebesse que estava “a ser objeto de fraude”.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico ***

Lusa/fim