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Edição 433

Festas S. Cristóvão e S. Pantaleão

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Murenses mantêm festas em honra de S. Cristóvão e S. Pantaleão, que decorrem nos dias 25, 27 e 28 de julho. Um dos pontos altos é a bênção do novo altar da Capela, pelo Bispo.

Para que as festas em honra de S. Cristóvão e S. Pantaleão não terminem, um grupo assumiu, uma vez mais, a comissão de festas, constituída, pela “primeira vez”, por nove elementos. Gil Oliveira (vice-presidente), Carlos Pires (secretário) e Luís Moreira (vogal) esperam que a comunidade adira em massa.

O primeiro dia das festas é dedicado ao padroeiro da freguesia, S. Cristóvão. O programa começa pelas 20 horas, com uma missa na igreja matriz, seguida de uma procissão em honra do Santo, com “três andores”, acompanhada pelo grupo de Zés Pereiras Os Divertidos de Delães. O dia termina com a atuação do grupo de cavaquinhos Canários de Balselhas.

Já as festas em honra de S. Pantaleão decorrem no fim de semana. Um dos pontos altos é a missa que se realiza pelas 20 horas de sábado, na Capela de S. Pantaleão, que será presidida por D. Pio Alves, administrador apostólicoda diocese do Porto que vai “benzer” o novo altar. Esta cerimónia vai marcar as obras de remodelação, a cargo da Comissão de Fábrica da freguesia, que foram feitas na capela, desde a colocação de um “telhado novo”, nova pintura e “umas casas de banho decentes”.

Ainda no sábado, a partir das 8 horas, o grupo de Zés Pereiras Os Divertidos de Delães vai percorrer todos os lugares da freguesia, anunciando o início das festividades. A animação do dia, que conta com uma sessão de artificio, está a cargo do grupo de aeróbica da Associação Recreativa Juventude do Muro, pelas 21.30 horas, e da atuação da Maria Celeste e sua banda, pelas 22 horas.

Outra das novidades das festas está reservada para domingo, com uma missa solene que vai contar com a profissão de fé das crianças na igreja matriz, pelas 9.15 horas. A vertente religiosa fica completa com uma missa solene com sermão na Capela de S. Pantaleão, pelas 11 horas, e pela celebração da palavra seguida da procissão em honra de S. Pantaleão, com “seis andores”, pelas 16.30 horas. A Banda Filarmónica Boa Vontade Lorvanense, pelas 8.30 horas, o grupo Os Divertidos de Delães, pelas 14.30 horas, e os ranchos Folclórico de Alvarelhos e Etnográfico de Santiago de Bougado, pelas 15 horas, são os responsáveis pela animação do último dia.

Com um orçamento a rondar “os 20 mil euros”, a comissão começou desde o “final do ano passado” a desenvolver diversas campanhas para angariar verbas para as festividades, como a “distribuição de cartões de boas festas” pela freguesia, “umas rifas” pela altura da Páscoa e “peditórios de porta a porta”. Outras fontes de receitas são os patrocínios das empresas e o espetáculo do “grupo de bombos”, que atuando pela freguesia vai angariar “mais dinheiro” aos murenses.

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Relativamente aos peditórios, os festeiros “não” notaram um decréscimo, afirmando que correram “muito bem”, com os murenses a contribuírem “conforme as suas possibilidades”: “uns mais, outros menos”. Para além disso, conta ainda com o apoio de “pessoas mais generosas” que os ajudam a enfeitar a “capela, a igreja e os andores”, e com “a contribuição” da população do lugar do Ribeiro e de S. Roque, de Alvarelhos.

Sendo a “única festa da freguesia”, os festeiros esperam que “as pessoas apareçam para recompensar o trabalho” feito durante “todo este período”.

A comissão de festas está a terminar o mandato e, por isso, Gil Oliveira deixa o convite à população murense para “integrar uma nova comissão”, pois quando “todos ajudam nada custa”. “As pessoas que se façam ao terreno e colaborem um bocadinho”, concluíram.

 

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Edição 433

O país não precisa de um líder (in)Seguro

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O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, meteu-se numa alhada tremenda, ao travar a remodelação governamental anunciada pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que propôs uma nova estrutura governamental com o líder do CDS, Paulo Portas, a vice-primeiro-ministro, com a coordenação da área económica, das negociações com a “troika” e da reforma do estado. Em alternativa, Cavaco Silva decidiu fazer uma intervenção pública a apelar aos três partidos políticos do arco da governabilidade (PSD, PS e CDS) para se entenderem num “compromisso de salvação nacional”.

As conversações entre o PSD, CDS e PS, para um “compromisso de salvação nacional” foram um exercício de hipocrisia política, pois sabia-se à partida que ia ficar tudo na mesma. As pressões exercidas, desde o início, sobre o líder do PS, António José Seguro, foram muitas. O líder do PS, que ficou entalado entre a espada (Presidente da República) e a parede (alguns dinossauros do Partido Socialista), teve uma oportunidade de se afirmar como um verdadeiro líder, mas decidiu escolher o caminho do “suicídio político” ao terminar, de forma abrupta e desastrada, o fim das conversações. O seu tempo de liderar os socialistas chegou ao fim do prazo de validade

O líder socialista mostrou que é um líder fraco, com um fim à vista e sem margem de manobra para negociar com quem quer que seja. Se António José Seguro tivesse assinado o acordo, teria ganho aos olhos dos portugueses, uma dimensão de Estado, que nunca teve. O próprio Partido Socialista mostrou que é um partido só preocupado com o seu interior e com a ambição do poder. Atingir o poder a qualquer custo é típico de um partido pouco responsável, politicamente.

Em toda a nossa História, nunca estivemos tão dependentes como agora e, também por isso, precisamos de partidos e de políticos que coloquem o país e os portugueses acima dos seus interesses partidários. O país não precisa de um líder (in)Seguro. Um governo socialista, com este líder, conduziria o país a uma tragédia e assim sendo, não fazia qualquer sentido convocar eleições antecipadas para entregar o poder a este partido, que não merece. O país e os portugueses merecem muito melhor.

Cavaco Silva, depois de mais este erro que cometeu, inclusive ter anunciado uma coisa inédita em Democracia: a “morte a prazo” da Assembleia da República, retificou o erro e não marcou eleições antecipadas. Foi uma excelente decisão, pois a incerteza dos resultados eleitorais, poderiam deixar o país numa situação ingovernável.

Com toda esta crise, a maioria saiu mais forte e até mais reforçada. O Governo, como órgão de soberania que o é, não responde perante “assembleias populares” de rua, organizadas pelos tradicionais “comités”, mas responde perante a Assembleia da República. É assim desde a revisão constitucional de 1982, a tal Constituição que muitos acenam quase permanentemente para falar de “direitos adquiridos”, mas que se esquecem dela quando não lhes convém. É a nossa democracia no apogeu da política “bolorenta”. A Assembleia da República é eleita pelos portugueses para um mandato de quatro anos. Cumpra-se!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 433

Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro, fez balanço de mandato

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“Em termos de qualidade de vida temos praticamente tudo, só nos falta o metro”

 Numa entrevista ao NT, o presidente da Junta de Freguesia do Muro, Carlos Martins, elencou as obras que gostaria de ver realizadas antes de terminar o mandato. A não vinda do metro para a Trofa é o único ponto que considera negativo.

 O Notícias da Trofa (NT): Como avalia a sua presidência na Junta de Freguesia do Muro?

Carlos Martins (CM): Quem faz a avaliação são os murenses e não propriamente eu, mas tenho a consciência que é uma avaliação positiva, porque se já fomos eleitos para dois mandatos é porque os murenses gostaram e gostam do nosso trabalho. Tentamos ser uma Junta de Freguesia que correspondesse à necessidade de toda a gente, tentamos sempre fazer o bem comum e coletivo e tratar, independentemente da ideologia, da raça, cor ou religião, toda a gente por igual na sua freguesia.

Leia a reportagem completa no jornal O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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