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O Trofense depende de si e do Gil Vicente para voltar ao principal escalão do futebol nacional, mas a autarca Joana Lima acredita no “milagre do Fátima” e que esta equipa seja capaz de se impor em Barcelos e ajudar à festa.

“É claro que dependemos do milagre do Fátima. Espero sinceramente que o Fátima – já deu provas que pode, pois empatou no campo do Trofense – empate no Gil Vicente e feche o campeonato com chave de ouro. Já desceu, por isso pode ajudar de forma indireta”, disse à agência Lusa a edil, crente nas potencialidades do último classificado.

 

O Trofense visita o Santa Clara na última jornada da Liga Orangina e só pensa em vencer, esperando que o Gil Vicente faça pior resultado, e Joana Lima dá a receita ao Fátima: “Jogar o seu futebol e a tática é defender com um autocarro à frente da baliza. Tudo é possível, a bola é redonda”.

O Gil Vicente tem um ponto de vantagem, mas perde no confronto direto com o Trofense: ainda assim, um triunfo dos barcelenses em casa frente ao último classificado da Liga de Honra basta para garantir o êxito.

“O povo trofense é cheio de esperança, de vontade de vencer. Até ao lavar dos cestos é vindima. Há centenas de tarjas espalhadas pela Trofa de pessoas a dizer que acreditam. Seria a minha maior alegria neste mandato”, garantiu, tudo menos resignada.

Antes de ser presidente do município, Joana Lima já era “fervorosa” adepta do Trofense. “Tenho simpatia pelo Gil Vicente, até me dou bem com o seu presidente António Fiúza, mas primeiro está o meu clube, o meu concelho”, disse.

“O regresso à Liga traria muitas vantagens, alegria e dinâmica. A economia desenvolvia mais, lutava por outro patamar. O povo trofense merece.  acolhedor, empreendedor, bairrista”, justificou.

Joana Lima promete um “esforço redobrado” da autarquia caso o Trofense regresse à Liga, mas reconheceu que já “tem ajudado além das suas possibilidades”, já que o seu executivo herdou uma divida de muitos milhões, “acima do previsto e admitido pela Lei”.

A autarca referiu ainda: “Não tenho dúvidas de que o nosso tecido empresarial, muito forte, estará também na primeira linha na defesa do Trofense. Todos temos consciência da crise, inclusivamente nas empresas, mas, se o Trofense subir, os empresários vão apoiar de forma inequívoca”.

Fonte: Lusa

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