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Covid-19: Portugal regista 24 mortes e 4.644 casos nas últimas 24 horas

O país não registava um número tão elevado de óbitos por covid-19 desde 09 de março deste ano, dia em que se verificaram 30 óbitos.

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Portugal regista hoje mais 24 mortes associadas à covid-19, o número mais elevado desde março, mais 4.644 infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 e uma ligeira redução dos internamentos, indicou a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país não registava um número tão elevado de óbitos por covid-19 desde 09 de março deste ano, dia em que se verificaram 30 óbitos.

O boletim epidemiológico diário da DGS contabiliza hoje 943 pessoas internadas, menos nove do que na quinta-feira, das quais 147 estão em unidades de cuidados intensivos, menos 11 nas últimas 24 horas.

Segundo os dados da autoridade de saúde, registaram-se três mortes na faixa etária entre os 50 e os 59 anos, sendo os restantes óbitos dos grupos etários dos 60 aos 69 (três), dos 70 aos 79 (seis) e dos idosos com mais de 80 anos (12).

Das 24 mortes, oito ocorreram no Norte, outras oito no Centro, cinco em Lisboa e Vale do Tejo, duas no Alentejo e uma no Algarve.

Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais novos casos diagnosticados nas últimas 24 horas (1.648), seguindo-se o Norte (1.477), o Centro (770), o Algarve (314), a Madeira (241), o Alentejo (147) e os Açores (47).

O maior número de óbitos continua a concentrar-se entre os idosos com mais de 80 anos (12.182), seguindo-se as faixas etárias entre os 70 e os 79 anos (4.046) e entre os 60 e os 69 anos (1.714).

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Há agora 70.406 casos ativos de covid-19, mais 734 do que na quinta-feira, e recuperaram da doença 3.886 pessoas, o que aumenta o total nacional de recuperados para 1.126.627.

Em relação ao dia anterior, as autoridades de saúde têm mais 2.143 contactos em vigilância, totalizando 97.573 pessoas.

O maior número de novos casos diagnosticados é da faixa etária entre os 20 e os 29 anos (847), seguido dos 40 aos 49 anos (803), dos 30 aos 39 anos (739), dos 50 aos 59 anos (584), dos zero aos 09 anos (537), dos 10 aos 19 anos (469), dos 60 aos 69 anos (436), dos 70 aos 79 anos (156) e dos idosos com mais de 80 anos (73).

Desde o início da pandemia, em março de 2020, a região de Lisboa e Vale do Tejo registou 462.828 casos e 7.906 mortes.

Na região Norte registaram-se 452.769 infeções e 5.725 óbitos e a região Centro tem agora um total acumulado de 174.903 infeções e 3.315 mortes.

O Algarve totaliza 53.704 contágios e 554 óbitos e o Alentejo soma 44.253 casos e 1.077 mortos por covid-19.

A Região Autónoma da Madeira contabilizou, nas últimas 24 horas, segundo a DGS, 241 novos casos, somando 16.736 infeções e 115 mortes, e os Açores registaram 47 novos contágios, totalizando 10.581 e 49 mortes.

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As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.741 pessoas e foram contabilizados 1.215.774 casos de infeção, segundo dados da DGS.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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