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Covid-19

Covid-19: Portugal com número máximo em cuidados intensivos e 303 mortos

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Portugal registou hoje 858 pessoas internadas em cuidados intensivos, o maior número de sempre, e 303 mortes relacionadas com a covid-19, o mesmo valor alcançado no dia 28, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim revela também que estão internadas 6.694 pessoas, mais 150 do que no sábado, das quais 858 em unidades de cuidados intensivos, mais 15 do que no dia anterior, valor que representa um novo máximo da fase pandémica.

Desde o início da pandemia, Portugal já contabilizou 12.482 mortes associadas à covid-19.

Nas últimas 24 horas foram registados 9.498 novos casos de infeção por SARS-CoV-2, num total de 720.516 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, e mais 7.511 recuperados, totalizando 526.411 desde o início da pandemia em Portugal.

O boletim refere ainda que estão hoje ativos 181.623 casos, mais 1.684 do que no sábado.

As autoridades de saúde têm em vigilância 223.991 contactos, menos 1.374 relativamente ao dia anterior.

Das 303 mortes registadas nas últimas 24 horas, metade verificaram-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 153 óbitos nas últimas 24 horas.

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A região Centro contabilizou 77, seguindo-se a região Norte com 48, Alentejo com 16 e a região do Algarve com cinco.

Foram ainda assinaladas três mortes na região Autónoma da Madeira e uma na região Autónoma dos Açores.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 4.834 novas infeções, contabilizando-se até agora 262.037 casos e 4.835 mortes.

Lisboa e Vale do Tejo tem 50,9% dos novos casos e 50,5% dos óbitos registados nas últimas 24 horas.

A região Norte registou 2.651 novas infeções por SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas e desde o início da pandemia já contabilizou 306.232 casos de infeção e 4.501 mortes.

Na região Centro registaram-se mais 1.385 casos, num total de 102.535, e soma 2.201 mortos desde o início da pandemia.

No Alentejo foram assinalados hoje mais 254 casos, aumentando o número de infeções relatadas para 24.913, e um total de 667 mortos.

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A região do Algarve tem hoje notificados 233 novos casos, somando 17.238 infeções e um total de 210 mortos.

A Madeira registou 101 novos casos, passando a contabilizar um total de 4.055 infeções e 43 mortes devido à covid-19.

Na Região Autónoma dos Açores foram registadas 40 novas infeções nas últimas 24 horas, aumentando para um total de 3.506 casos e 25 mortos.

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

O SARS-CoV-2 já infetou em Portugal, pelo menos, 394.907 mulheres e 325.385 homens, referem os dados da DGS, segundo os quais há 224 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 6.489 eram homens e 5.993 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

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A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.219.793 mortos resultantes de mais de 102,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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