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Covid-19: Portugal com mais 95 mortes em 24 horas, novo máximo

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Portugal contabilizou hoje 95 óbitos, um novo máximo de mortes relacionadas com a covid-19 em 24 horas e ainda 5.080 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 5.373 mortes e 340.287 casos de infeção pelo novo coronavírus, estando hoje ativos 71.266, mais 885 do que na quinta-feira.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS indica que estão internadas 3.230 pessoas, menos 74 do que no dia anterior, das quais 507 em salas de cuidados intensivos, menos duas do que na quinta-feira.

Das 95 mortes registadas nas últimas 24 horas, 41 ocorreram na região Norte, 32 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 16 na região Centro, duas no Alentejo, outras duas no Algarve, uma nos Açores e outra na Madeira.

As autoridades de saúde têm em vigilância 74.894 contactos, menos 739 do que na quinta-feira, tendo-se registado mais 4.100 doentes recuperados, totalizando, desde o início da epidemia, 263.648.

Segundo o boletim da DGS, a região Norte é a que regista o maior número de novas infeções por SARS-CoV-2 (2.395), totalizando 178.378 casos e 2.578 mortes desde março.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 1.618 novos casos, contabilizando-se até agora 110.635 infeções e 1.863 mortes.

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Na região Centro registaram-se mais 787 casos de covid-19, num total de 35.358, e 713 mortos desde março.

Já no Alentejo, foram assinalados mais 193 casos, totalizando 7.613 casos e 138 mortos desde que começou a epidemia em Portugal.

A região do Algarve tem hoje notificados 66 novas infeções, somando 6.015 casos e 58 mortos.

Na Região Autónoma dos Açores foram registados 16 novos casos nas últimas 24 horas, e um óbito, somando agora 1.270 infeções detetadas e 20 mortos.

A Madeira registou cinco novos casos e um morto. Desde março, a região autónoma contabiliza 1.018 infeções e três óbitos.

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 152.955 homens e 187.198 mulheres, referem os dados da DGS, segundo os quais há 134 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que estes dados são fornecidos de forma automática.

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Do total de vítimas mortais, 2.816 eram homens e 2.557 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 23 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.580.721 mortos resultantes de mais de 69,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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