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Covid-19: Portugal com 2.527 novos casos e nove mortes

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Portugal regista hoje 2.527 novos casos confirmados de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2, o número mais alto desde 02 de setembro, nove mortes associadas à covid-19 e um aumento de internamentos em enfermaria, segundo dados oficiais.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje, estão agora internadas 514 pessoas, o valor mais alto desde o dia 15 de setembro, dia em estavam internados 527 doentes.

Em relação a terça-feira, estão internados mais 28 doentes em enfermaria e menos cinco em unidades de cuidados intensivos. 

As nove mortes registaram-se no Centro (três), em Lisboa e Vale do Tejo (três), Norte (duas) e no Algarve (uma).

Relativamente às idades das vítimas, quatro tinham mais de 80 anos, outros quatro entre os 70 e os 79, e um entre os 50 e os 59 anos.

Os óbitos ocorreram nas faixas etárias entre os 50 e 59 anos (dois), dos 70 aos 79 anos (uma) e dos idosos com 80 ou mais anos (seis), refere a DGS, precisando que seis vítimas mortais eram mulheres e três homens.

Desde março de 2020, morreram 18.283 pessoas e foram contabilizados 1.112.682 casos de infeção.

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O maior número de óbitos continua a concentrar-se entre os idosos com mais de 80 anos (11.928), seguido das faixas etárias entre os 70 e os 79 anos (3.915) e entre os 60 e os 69 anos (1.666).

Do total de vítimas mortais registadas até à data em Portugal, 9.574 eram homens e 8.709 mulheres.

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 1.528 casos ativos, totalizando 39.800 desde o início da pandemia, ultrapassando o número de recuperados, mais 990, o que aumenta o total nacional para 1.054.599 recuperados.

O número de contactos em vigilância pelas autoridades de saúde também aumentou face a terça-feira, mais 1.639, situando-se agora nos 36.180.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 515.670 homens e 596.240 mulheres, de acordo com os dados da DGS, segundo os quais há 772 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Entre as novas infeções destaca-se a faixa etária dos 40 aos 49 anos, com mais 399 casos, totalizando 178.233, seguida dos 30 aos 39 anos, mais 373, para um total de 163.733, e dos 20 aos 29 anos, mais 360, somando 180.834 casos.

Na faixa etária dos 50 aos 59 anos foram registados mais 355 casos, totalizando 151.382, na dos zero aos nove anos mais 301, somando 71.148, dos 60 aos 69 anos, mais 241, para um total de 103.216 casos, dos 10 aos 19 anos, mais 240, perfazendo 119.137 casos, dos 70 aos 79 anos, mais 179, totalizando 66.549, e dos mais de 80 anos, mais 79, o que soma 78.420 casos neste grupo desde o início da pandemia. 

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O maior número de infeções nas últimas 24 horas ocorreu na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde foram notificadas 849, contabilizando-se até agora nesta área geográfica 428.904 casos e 7.772 mortos.

Na região Centro registaram-se mais 620 casos, perfazendo 152.133 infeções e 3.215 mortos, e na região Norte mais 616 casos, totalizando 421.726, e 5.622 óbitos desde o início da crise pandémica.

No Alentejo foram assinalados 140 novos casos de infeção, somando 40.991 contágios e 1.056 mortos, e no Algarve foram contabilizados mais 215 casos, acumulando-se 45.714 contágios pelo SARS-CoV-2 e 492 óbitos.

A região Autónoma da Madeira contabilizou 64 novos casos, somando 13.446 infeções e 79 mortes devido à doença covid-19 desde março de 2020.

Nas últimas 24 horas, e segundo a DGS, os Açores registaram 44 novos casos, o que eleva para 9.725 contágios desde o início da pandemia e 47 mortes devido à doença.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

A covid-19 provocou pelo menos 5.113.287 mortes em todo o mundo, entre mais de 254,29 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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