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Covid-19: Portugal com 2.499 novos casos, 11 mortes e novo aumento de internamentos

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Portugal regista hoje 2.499 novos casos confirmados de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2, com 11 mortes associadas à covid-19 e um forte aumento de internamentos em enfermaria, segundo dados oficiais.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje, estão agora internadas 597 pessoas, mais 53 do que no sábado, das quais 89 em unidades de cuidados intensivos, mais uma do que nas últimas 24 horas.

As 11 mortes registaram-se no Centro (três), em Lisboa e Vale do Tejo (quatro), no Alentejo (duas), na Madeira (uma) e nos Açores (uma).

Os óbitos ocorreram nas faixas etárias entre os 50 e os 69 anos (uma), os 60 e 69 anos (duas), entre os 70 e 79 anos (uma) e entre os idosos com mais de 80 anos (sete), indica a DGS.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se entre os idosos com mais de 80 anos (11.953), seguindo-se as faixas etárias entre os 70 e os 79 anos (3.924) e entre os 60 e os 69 anos (1.670).

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 1.122.283 pessoas – 520.422 homens e 601.091 mulheres -, de acordo com os dados da DGS, segundo os quais há 770 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Entre as novas infeções destaca-se a faixa etária dos 40 aos 49 anos (mais 408 casos), seguida dos 30 aos 39 anos (320), dos zero aos nove anos (317), dos 60 aos 69 anos (308), dos 50 aos 59 anos (306), dos 20 aos 29 anos (303), dos 10 aos 19 anos (250), dos 70 aos 79 anos (206) e dos mais de 80 anos (81).

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Entre as 18.321 vítimas mortais registadas desde o início da pandemia, estão 9.593 homens e 8.728 mulheres.

Segundo o boletim da DGS, nas últimas 24 horas, o maior número de infeções ocorreu na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 873 notificações, contabilizando esta área geográfica, desde o início da crise pandémica, 432.305 casos e 7.784 mortos.

Na região Norte, registaram-se mais 641 casos, totalizando 424.274 e 5.627 óbitos.

Na região Centro, registaram-se 593 novos casos, perfazendo um total de 154.135 infeções e 3.225 mortos.

O Algarve notificou mais 217 casos, acumulando 46.551 contágios e 497 óbitos.

No Alentejo, foram assinalados 70 novos casos de infeção, somando 41.377 contágios e 1.058 mortos.

Segundo a DGS, a região Autónoma da Madeira contabilizou, nas últimas 24 horas, 72 novos casos, somando 13.784 infeções e 82 mortes.

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Os Açores registaram 33 novos casos, totalizando 9.857 contágios e 48 mortes desde o início da pandemia.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 1.947 casos ativos, somando 44.960, e mais 541 recuperados, o que aumenta o total nacional para 1.059.002 pessoas.

Em relação a sábado, as autoridades de saúde têm mais 976 contactos em vigilância, totalizando agora 43.751.

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Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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