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Covid-19: Portugal com 16.132 novas infeções, 38 mortos e aumento de internamentos

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 Portugal registou 16.132 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, mais 38 mortes associadas à covid-19 e um aumento nos internamentos, indicou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico diário, hoje estão internadas 2.298 pessoas, mais 66 do que no sábado, enquanto nas unidades de cuidados intensivos estão menos cinco, num total de 155, sendo que nem todos os internamentos se devem à covid-19, podendo ser motivados por outras patologias apesar da existência de infeção com SARS-CoV-2.

O número de casos ativos voltou hoje a diminuir, havendo agora 569.728, menos 15.485 do que no sábado, e nas últimas 24 horas foram dadas como recuperadas 31.579 pessoas, somando um total de 2.495.002 recuperados desde o início da pandemia.

Das 38 mortes registadas nas últimas 24 horas, 15 ocorreram na região Norte, 10 em Lisboa e Vale do Tejo, oito no Centro, três no Alentejo, uma no Algarve e outra nos Açores.

Por faixas etárias, a maior parte das vítimas mortais com covid-19 tinha mais de 80 anos (26), tendo ainda sido registados sete óbitos entre os 70 e 79 anos, quatro entre os 60 e os 69 anos e um entre os 40 e 49 anos.

Lisboa e Vale do Tejo é hoje a região do país com mais novos casos diários, com mais 5.293 infeções, seguindo-se o Norte, com mais 5.113, o Centro (3.042), o Algarve (870), o Alentejo (761) os Açores (647) e a Madeira (406).

Nas últimas 24 horas, o número de contactos em vigilância registou uma nova redução de 13.294 pessoas, totalizando agora 602.483.

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O maior número de novos casos diagnosticados situa-se nos grupos etários entre os 10 e os 19 anos, com 2.899 novas infeções nas últimas 24 horas. Seguem-se o dos 40 aos 49 anos (2.631 novas infeções), o dos 30 aos 39 anos (2.379), dos 20 aos 29 anos (2.290), até aos 9 anos (2.105), entre os 50 e os 59 anos (1.541), entre os 60 e os 69 anos (975), entre os 70 e 79 anos (722) e dos idosos com mais de 80 anos (590).

Segundo a DGS, desde março de 2020 foram registados em Portugal 3.085.260 casos de infeção com o SARS-CoV-2 e foram declaradas 20.530 mortes associadas à covid-19.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, a região de Lisboa e Vale do Tejo registou 1.096.394 casos e 8.568 mortes.

Na região Norte registaram-se 1.185.133 infeções e 6.264 óbitos e a região Centro tem agora um total acumulado de 455.367 infeções e 3.639 mortes.

O Algarve totaliza 122.719 contágios e 661 óbitos e o Alentejo soma 106.911 casos e 1.146 mortos por covid-19.

A Região Autónoma da Madeira soma desde o início da pandemia 71.044 infeções e 176 mortes e o arquipélago dos Açores 47.692 casos e 76 óbitos.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

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De acordo com DGS, foram contabilizados 1.439.700 casos de infeção em homens e 1.642.817 em mulheres, havendo 2.743 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Desde março de 2020 morreram 10.797 homens e 9.733 mulheres de covid-19.

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Covid-19

Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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Covid-19: Portugal registou quase 250 mil casos desde o fim da máscara

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Portugal registou quase 250 mil infeções pelo SARS-CoV-2 desde que a máscara deixou de ser obrigatória, em 22 de abril, cerca de 75 mil mais do que nos vinte dias anteriores, indicam dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Contabilizando os números diários da DGS, nos últimos vinte dias – desde que o uso de máscara deixou de ser obrigatório e até quarta-feira -, registaram-se 248.603 novas infeções, o que representa um aumento de 43,5% em relação aos 173.183 casos notificados no mesmo número de dias anteriores, ou seja, entre 02 e 21 de abril.

O matemático do Instituto Superior Técnico (IST) Henrique Oliveira disse à Lusa que estes dados demonstram uma recente “aceleração drástica” do número de casos, ao adiantar que a “janela de cinco dias” entre 07 e 11 de maio totaliza cerca de 90 mil infeções, quase o dobro das cerca de 49 mil registadas no período entre 17 e 21 de abril, ainda antes da eliminação do uso de máscara.

O número de casos registou um aumento significativo nos últimos três dias, passando a barreira dos 20 mil diários, com 20.486 na segunda-feira, 24.572 na terça-feira e 24.866 na quarta-feira.

Os mesmos dados indicam ainda que, desde que foi levantada a obrigatoriedade do uso da máscara, morreram 390 pessoas em Portugal, o que dá uma média de 19,5 óbitos diários por covid-19 nos últimos vinte dias.

De acordo com os números da DGS, desde segunda-feira, registaram-se 81 mortes no país por covid-19, 29 na segunda-feira, 27 na terça-feira e 25 na quarta-feira.

Na comparação dos períodos homólogos – entre 22 de abril e 11 de maio de 2021 e de 2022 -, os dados da autoridade de saúde mostram uma situação epidemiológica substancialmente diferente no país.

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Nesse período de 2021, registaram-se 7.753 casos de infeção pelo SARS-CoV-2, menos 240.850 do que no mesmo período deste ano, e 42 mortes, menos 348 do que nos últimos vinte dias.

Henrique Oliveira, um dos autores do Indicador de Avaliação da Pandemia do IST e da Ordem dos Médicos, adiantou ainda que uma análise matemática à evolução das ondas pandémicas já registadas em Portugal indica que o intervalo temporal entre cada uma dessas vagas “é de exatamente 115 dias”.

“Isso tem-se verificado de forma muito regular. As autoridades devem contar com ciclos entre 110 e 120 dias de intervalo entre as ondas causadas pela covid-19. Mais uma vez, esta lei empírica está a verificar-se”, tendo em conta que o país pode estar a caminho da sexta vaga da pandemia, afirmou o especialista.

De acordo com o último relatório do grupo de trabalho do IST que acompanha a evolução da pandemia, a incidência em média a sete dias aumentou de 8.763 para 14.267 casos desde 19 de abril, o que se deve “à retirada abrupta do uso de máscara em quase todos os contextos e à nova linhagem BA.5 da variante Ómicron que começa a instalar-se” no país.

Apesar do aumento de casos diários nas últimas semanas, o relatório da última sexta-feira da DGS e do Instituto Ricardo Jorge indicava que o número de pessoas com covid-19 internadas nos cuidados intensivos dos hospitais do continente correspondia a 23,5% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas.

O uso generalizado de máscaras deixou de ser obrigatório em 22 de abril, com exceção dos estabelecimentos de saúde, incluindo farmácias comunitárias, assim como nos lares de idosos, serviços de apoio domiciliário, unidades de cuidados continuados e transportes coletivos de passageiros.

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