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Covid-19: PCP/Porto defende ensino presencial com “medidas rigorosas”

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O PCP defendeu hoje o ensino presencial com “medidas rigorosas que garantam segurança”, criticando “o contexto em que se avolumam pressões para o regresso ao confinamento geral”, refere um comunicado da Direção da Organização Regional do Porto (DORP).

“A DORP afirma que o ensino presencial, com a tomada de medidas rigorosas que garantam todas as normas de segurança para proteger a saúde dos estudantes, professores e de todos os profissionais da educação é a única forma de combater o medo, o insucesso escolar e defender a Escola Pública”, lê-se na nota enviada à Lusa.

Os comunistas denunciam “dificuldades” em várias escolas do distrito do Porto e prometem apresentar propostas que permitam “a resolução dos problemas que são motivo de preocupação entre a comunidade educativa”.

“Cada um destes problemas seriam resolvidos se houvesse uma opção política do Governo PS pela colocação efetiva de todo o pessoal necessário, não de acordo com rácios desatualizados e descontextualizados, mas sim de acordo com a realidade de cada escola”, afirma o PCP/Porto.

Entre as várias medidas elencadas, os comunistas destacam “a distribuição gratuita de manuais escolares novos a todos os alunos do 1.º ciclo a partir deste ano letivo”, bem como “o combate à precariedade dos trabalhadores das escolas”.

O PCP também quer que o número de alunos por turma seja reduzido, que seja feito um reforço da Ação Social Escolar, e contabilizado o tempo de serviço dos professores.

“No distrito do Porto, os problemas avolumaram-se com a situação epidémica [associada à covid-19]. O traço geral é o da falta de pessoal, falta de condições de aprendizagem, limitações ao desenvolvimento das crianças e jovens, dificuldade na concretização de medidas de higienização, espaços encerrados, disciplinas com atividades limitadas, tempos de descanso em intervalos curtos, desorganização de horários”, resume a DORP do PCP.

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Nas escolas secundárias Garcia da Horta e Rodrigues de Freitas no Porto, na de Pedrouços na Maia e na Escultor António Fernandes de Sá em Vila Nova de Gaia “faltam professores, seja por colocação, seja para substituição devido a baixa ou confinamento”, denuncia-se na nota.

No que se refere a assistentes operacionais, os comunistas apontam casos em que dizem faltarem “centenas independentemente do rácio ou baixas médicas”.

São dados exemplos de escolas no Marco de Canaveses, Paredes, Felgueiras, Santo Tirso, Gaia, Porto, Matosinhos, Gondomar, Baião ou Vila do Conde, entre outros.

“O PREVPAV [Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública] está longe de ser plenamente concretizado. Mantém-se várias situações de precariedade e o recurso aos contratos de emprego e inserção é recorrente”, critica o PCP/Porto.

Os comunistas apontam que em Matosinhos “mais de 100 trabalhadores estão colocados nestas condições” e criticam também “a contratação de dezenas de trabalhadores a ‘meio tempo’ ou ‘tarefeiros’ nas escolas Cego do Maio e Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim”.

Quanto ao apoio a alunos com necessidades educativas especiais, o PCP refere que há falta de professores, terapeutas, assistentes sociais, assistentes operacionais e psicólogos, bem como transportes adequados a cada necessidade, dando como exemplo os agrupamentos de Vila do Conde.

O PCP também lamenta que existam espaços “encerrados ou com fortes restrições de utilização como bibliotecas escolares, laboratórios, papelarias, ginásios, balneários, cacifos, cantinas e bares”, bem como “dezenas de escolas com telhados em amianto” ou “condições físicas desadequadas à aprendizagem”

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Quanto ao ensino superior, o PCP diz ter evidenciado, no roteiro da Educação levado a cabo pelo país, que no distrito do Porto existem “más condições” na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo ou no Politécnico de Felgueiras. 

“Os auditórios de algumas faculdades, já de si pequenos, não permitem garantir o distanciamento. É prática a utilização do ‘horário espelhado’, com uma semana de aulas presencial e outra de ensino à distância. As residências têm atrasos na atribuição de quartos e exigem aos estudantes a apresentação de testes à covid-19”, descreve a DORP.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 1,2 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.544 em Portugal.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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