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Covid-19: Mais 22 mortos e 5.649 infetados, maior número de casos desde fevereiro

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Portugal regista hoje mais 22 mortos por covid-19 e mais 5.649 infeções com o vírus da doença, os números mais elevados desde 10 de março e 06 de fevereiro, respetivamente, segundo a Direção-Geral da Saúde.

No dia 10 de março houve também 22 mortos por covid-19 e, em 06 de fevereiro, foram registadas 6.132 infeções com o vírus que causa a doença.

Segundo o boletim diário da DGS divulgado hoje, estão internadas 879 pessoas com covid-19 (menos 23 do que na sexta-feira), das quais 130 em unidades de cuidados intensivos (mais uma). 

A maior parte dos novos casos foi diagnosticada na região Norte (1.775), seguindo-se Lisboa e a Vale do Tejo (1.699 casos) e zona Centro (1.474).

Das 22 mortes, sete ocorreram na região Norte, cinco em Lisboa e Vale do Tejo, quatro no Centro, quatro no Algarve e duas na Madeira.

Por idades, uma das pessoas que morreram tinha entre 50 e 59 anos, quatro tinham entre 60 e 69, oito tinham entre 70 e 79 e nove tinham mais de 80.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se entre os idosos com mais de 80 anos (12.055 do total de 18.514 mortos por covid-19 em Portugal desde o início da pandemia), seguindo-se as faixas etárias entre os 70 e os 79 anos (3.983) e entre os 60 e os 69 anos (1.690).

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Há agora 58.833 casos ativos de covid-19 (mais 2.394 menos do que na sexta-feira) e recuperaram da doença 3.233 pessoas, o que aumenta o total nacional recuperados para 1.085.654.

Em relação a sexta-feira, as autoridades de saúde têm mais 2.725 contactos em vigilância, totalizando 74.755.

Dos novos casos, 996 foram diagnosticados em pessoas entre os 40 e 49 anos, 824 no grupo entre 20 e os 29 anos, 807 entre os 30 e os 39 anos, 766 entre os 50 e os 59 anos, 639 até aos nove anos, 621 entre os 10 e os 19 anos, 566 entre os 60 e os 69 anos, 329 entre os 70 e os 79 anos e 101 nos idosos com mais de 80 anos.

A região de Lisboa e Vale do Tejo registou desde o início da crise pandémica 445.215 casos e 7.848 mortes.

Na região Norte, registaram-se 436.668 infeções e 5.660 óbitos desde o início da pandemia.

A região Centro tem agora um total acumulado de 163-406 infeções e 3.266 mortes.

O Algarve acumula 49.614 contágios e 521 óbitos, e o Alentejo soma 42.831 contágios e 1.065 mortos com covid-19 desde março de 2020.

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A Região Autónoma da Madeira contabilizou, nas últimas 24 horas, segundo a DGS, 138 novos casos e dois óbitos, somando 15.060 infeções e 105 mortes, e os Açores 40 novos casos, totalizando 10.207 contágios e 49 mortes.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 1.163.001 pessoas – 621.301 mulheres e 540.895 homens -, indicam os dados da DGS, segundo os quais há 805 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Entre as 18.514 pessoas que morreram com covid-19 em Portugal desde o início da pandemia, 9.699 eram homens e 8.815 eram mulheres.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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