A Trofa mantém no lote dos concelhos com risco extremamente elevado de contágio e, por conseguinte, está sujeito às medidas mais restritivas decretadas pelo Governo.

Porém, com o alívio das medidas nos dias festivos, há já especialistas que alertam para o crescimento desmedido do número de infetados. É importante que, com a aproximação dessas datas, a população continue alerta e consciente de que todos os gestos para conter o vírus são essenciais para que a Trofa deixe de figurar nos concelhos de maior risco.

Ao NT têm chegado vários alertas, através de telefonemas, emails e mensagens via redes sociais, de trofenses preocupados com a conduta da população na rua, denunciando estabelecimentos “à pinha”, aglomerados nas ruas com pessoas sem máscara e sem cumprir o distanciamento social. Reclamam mais vigilância das entidades de segurança e sugerem que se tomem medidas preventivas, como o reforço da ação da Polícia Municipal, enquanto fator dissuasor da utilização do espaço público, como aconteceu no primeiro estado de emergência.

Mas o papel principal desta luta cabe a cada um de nós, como agentes de saúde pública. Nos dias de festa, em que várias famílias se vão voltar a reunir, há regras que não devem ser desconsideradas. Antes de mais, é importante que, durante a próxima semana, reduza, ao mínimo, os contactos para precaver situações desagradáveis de ser infetado nesta altura. Nas reuniões familiares, use a máscara sempre que possível. Lembre-se que são barreiras que retêm partículas e, por isso, diminuem o risco de contágio.

Segundo o estudo recente do instituto alemão Max Planck, a dimensão do espaço e o seu arejamento condicionam a propagação do vírus, pelo que é aconselhável arejar, de vez em quando, a sala de convívio.

O presidente da Associação dos Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, sugeriu que, à mesa, fiquem juntos os membros do agregado familiar, distanciando quem vive em casas diferentes. Não se esqueça de higienizar as mãos antes das refeições e de não partilhar talheres.

Nunca desvalorize sinais dados pelo vírus. No caso de algum elemento da família apresentar sintomas relacionados com a Covid-19, como tosse, febre, dificuldade respiratória, perda de olfato e paladar, cansaço ou dores no corpo, deve abster-se de marcar presença nas reuniões familiares até fazer o teste.