O concelho da Trofa está, de novo, entre os concelhos com mais risco de contágio da doença da Covid-19.

Os dados mais recentes da Administração Regional de Saúde do Norte, referentes ao período de 12 a 25 de janeiro, dão conta de que foram registados 547 casos no concelho, refletidos numa taxa de incidência de 1424 casos por 100 mil habitantes. Na semana de 19 a 25 de janeiro, foram contabilizados 303 infetados, mais 24 por cento que os casos contabilizados de 12 a 18 de janeiro.

Esta terça-feira, o Jornal de Negócios atualizou a lista do número de pessoas já infetadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. A Trofa, segundo os dados disponibilizados, conta com mais de 8 por cento da população já infetada – 8,34 por cento -, o que corresponde a 3203 pessoas que já contraíram a Covid-19 até 18 de janeiro. Tendo em conta os dados mais recentes da ARSN, a este número devem ser acrescentados os 303 casos registados de 19 a 25 de janeiro.

Face a estes registos, a Trofa está, novamente, na lista dos concelhos com risco extremo, o mais elevado, o que implica esforços redobrados de proteção por parte da população. Ainda assim, apesar das medidas impostas pelo novo confinamento geral, agravadas com o encerramento das escolas na passada sexta-feira, o movimento nas ruas é muito maior do que o verificado no primeiro Estado de Emergência.

Nos concelhos vizinhos, a situação não está melhor. Assim como a Trofa, Vila Nova de Famalicão contribuiu para a percentagem de 70 por cento dos municípios portugueses em risco extremo. Neste, registaram-se 2281 novos infetados, de 12 a 25 de janeiro, numa taxa de incidência de 1732 casos por 100 mil habitantes.

Já em Santo Tirso, foram contabilizados 952 novos casos (taxa de incidência de 1399/100 mil), registando, porém, uma queda de novos casos, na ordem dos 16 por cento, na última semana analisada.
No concelho de Vila do Conde, testaram positivo à Covid-19 1478 pessoas, numa taxa de incidência de 1850/100 mil. Na Maia, houve 1385 novos casos (taxa de incidência de 997/100 mil).

E como nunca é demais lembrar, estamos em novo Estado de Emergência, em que as regras gerais passam por ficar em casa, a não ser sair para trabalhar, fazer compras ou para tratar de algo urgente, limitar os contactos ao agregado familiar, usar máscara de proteção, manter o distanciamento físico, lavar as mãos e cumprir etiqueta respiratória.

Entre as medidas aprovadas recentemente, está a proibição de vendas ao postigo nas lojas do ramo não alimentar e de bebidas, incluindo café, nos estabelecimentos do ramo alimentar vão ser proibidas, mesmo nos que estão autorizados a vender em ‘take-away’.

Quanto aos estabelecimentos cuja atividade não está suspensa, o Governo reajustou os horários, determinando que podem funcionar até às 20h00 durante a semana e até às 13h00 ao fim de semana, exceto supermercados, que podem funcionar até às 17h00.

Ao fim de semana, é ainda proibido a circulação entre concelhos, salvo para deslocações de trabalho ou situações de emergência.

O primeiro-ministro, António Costa, adiantou que as regras delineadas “vão ser acompanhadas pelo reforço da fiscalização” por parte das autoridades e das forças de segurança, a quem foi dada indicação de maior visibilidade na via pública.

foto: prostooleh