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Concelho da Trofa nasceu há 20 anos por “imperativo sociológico”

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A cumprir 20 anos de elevação a concelho, a Trofa surgiu por imperativo sociológico e não contra o fazer parte de Santo Tirso, garantiu à agência Lusa Moreira da Silva, um dos promotores da comissão então criada.

Na próxima segunda-feira completam-se 20 anos de que a Assembleia da República aprovou a elevação a concelho, desagregando as oito freguesias do município vizinho de Santo Tirso: “estavam 12 mil pessoas da Trofa a gritar fora do Parlamento”, relatou à agência Lusa um dos promotores, Moreira da Silva.

Autodenominando-se “um dos pais da elevação da Trofa a concelho”, recordou o trajeto iniciado “há cerca de 30 anos, numa assembleia municipal em São Martinho de Bougado, onde nasceu o projeto de comissão promotora com a promessa de lutar pela criação do concelho da Trofa”.

“Nunca fomos contra Santo Tirso, o que fizemos foi por questões sociológicas, porque não tínhamos rigorosamente nada a ver com o que existia no Vale do Ave”, disse Moreira da Silva, ciente de que a “guerra” que então nasceu teve “contornos políticos alastrados à sociedade”.

De um “sonho concretizado na plenitude, porque só havia uma finalidade da parte da comissão promotora, elevar Trofa a concelho” sobram hoje, contou Moreira da Silva, os encontros anuais dos “pais” em que a “lágrimas acompanham” a memória desse tempo num “concelho hoje renovado em termos empresariais”.

Para o presidente da Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), José Manuel Fernandes, o crescimento verificado é uma espécie de assinatura da Trofa em termos de “economia e de empresas, com um tecido muito renovado, numa dinâmica que acompanha o país, num crescimento notável e valorização de setores com infraestruturas e modelos de economia muito regionais e muito próprios, como é o caso da metalomecânica”.

Para esse crescimento, disse à Lusa o empresário, contou o facto de existir um “centro de formação protocolado, o Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica (Cenfim), que permite aos setores da metalurgia e metalomecânica um desenvolvimento e um ajustamento desse desenvolvimento”.

O ‘cluster’ da saúde, com “diversas clínicas bastantes referenciadas e especializadas, além da produção de bens para a área da medicina” são outras das valências industriais de um município onde o setor “têxtil também se redimensionou, acompanhando de uma forma geral o que sucedeu no Norte do país, modernizando-se bastante”.

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“O concelho tem muitas microempresas que valorizam fortemente a cadeia de valor da sua atividade”, enfatizou José Manuel Fernandes.

Os constrangimentos relativos à falta de Metro e, sobretudo do comboio nas freguesias localizadas a poente e sul do concelho “travaram e muito o crescimento empresarial”, admitiu o presidente da AEBA, citando empresários que se “fixaram e que agora lamentam a questão da mobilidade”, pelo “custo muito elevado” que as deslocações impõem.

“O concelho foi muito prejudicado pelo atual e anterior governos. Houve empresas que se recusaram a vir para cá devido aos problemas de mobilidade”, acrescentou o empresário.

Apontando o dedo ao ministro da Economia, Pedro Siza Viera, o presidente da AEBA criticou a afirmação apresentada recentemente pelo governante para justificar a não chegada do Metro à Trofa, quando disse que “teria apenas cerca de 270 utentes”.

“É caricato e de uma ligeireza que ultrapassa tudo o que é admissível. Num território que tem cerca de 540 habitantes por quilómetro quadrado, atividades económicas poderosas, uma fluidez forte de e para o Porto, para além dos concelhos com quem temos uma radiação de trabalho grande, não entendemos uma análise que pretende desvalorizar 10, 11 quilómetros de linha do Metro que é importantíssimo para o desenvolvimento das freguesias a Sul da Trofa”, disse.

Juntando-se à crítica, Moreira da Silva salientou o “espírito empreendedor fortíssimo” que já deu “cartas no país” para dizer não bastar “criar empresas para atrair pessoas para o concelho” sem a criação de “infraestruturas para o escoamento dos produtos na parte poente e sul do concelho”.
C/ Lusa


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Covid-19

Covid-19: Mais 45.569 casos, 30 mortes e quase 200 internamentos em 24 horas

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Portugal regista hoje mais 45.569 casos de covid-19 e mais 30 mortes pela doença, assim como mais duas centenas de internamentos em enfermaria, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) relativo à evolução da pandemia.

De acordo com os dados oficiais, há hoje mais 192 pessoas internadas em enfermaria, elevando o total para 2.219, e mais seis pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos, sendo agora o total de 160.

Há mais 10.571 recuperados da doença, mas mais 34.968 casos ativos, o que coloca o total em 489.789 casos ativos atualmente em Portugal.

O boletim refere ainda mais 26.789 contactos em vigilância, num total de 478.883 pessoas nessa situação.

Lisboa e Vale do Tejo registou mais 8.258 novos casos de covid-19 e 16 óbitos, o Norte mais 5.942 casos e 10 óbitos; o Centro 3.440 novos casos e dois óbitos; o Alentejo 1.108 novos casos e um óbito; e o Algarve 613 novos casos e um óbito.

Nas regiões autónomas não se registaram mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, tendo a Madeira registado 152 novos casos e os Açores 56.

A mortalidade por covid-19 aumentou 47% numa semana, fixando-se agora nos 37,6 óbitos por um milhão de habitantes, valor superior ao definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), alertou na sexta-feira o relatório das “linhas vermelhas” da DGS.

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De acordo com as “linhas vermelhas”, os 47% assinalam uma “tendência crescente do impacto da pandemia na mortalidade”.

Em relação ao número de pessoas infetadas internadas nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), as autoridades de saúde revelaram uma tendência estável.

A análise de risco da pandemia adianta também que o número de infeções por SARS-CoV-2, por 100 mil habitantes acumulado nos últimos 14 dias, foi de 5.053, com tendência crescente a nível nacional e em todas as regiões.

Já o índice de transmissibilidade (Rt) fixa-se nos 1,10 a nível nacional, com as regiões Norte e Algarve a apresentarem o valor mais elevado neste indicado (1,14). 

Também segundo dados oficiais da DGS, mais de 4,2 milhões de pessoas já foram vacinadas com a dose de reforço contra a covid-19.

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Trofa

Vai ao S.Gonçalo? Não se esqueça de levar doces para casa

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Os doces fálicos, popularmente conhecidos por “quilhõezinhos de S. Gonçalo”, são presença habitual das Romarias de Amarante e também em Covelas e estão ligados ao culto a S. Gonçalo. 

Este santo é celebrado em janeiro e é nesta época que este doce, com uma forma e feitio que atraem muitos olhares, é mais procurado.https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?client=ca-pub-7399375963878678&output=html&h=280&adk=2345787487&adf=3412413512&pi=t.aa~a.1209929155~i.5~rp.4&w=358&fwrn=7&fwrnh=100&lmt=1642869109&num_ads=1&rafmt=1&armr=3&sem=mc&pwprc=2448653773&psa=1&ad_type=text_image&format=358×280&url=https%3A%2F%2Fwww.onoticiasdatrofa.pt%2Fvai-ao-s-goncalo-entao-nao-esqueca-de-levar-doces-para-casa-%25f0%259f%2598%258a%2F&flash=0&fwr=0&pra=3&rh=298&rw=357&rpe=1&resp_fmts=3&sfro=1&wgl=1&fa=27&dt=1642869109176&bpp=3&bdt=777&idt=-M&shv=r20220119&mjsv=m202201200201&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3D74eda9d6f7561c53-229a587221cd002d%3AT%3D1642272396%3ART%3D1642272396%3AS%3DALNI_MbKxCiyTf7YAYNR4c0o4OPsATxdOQ&prev_fmts=0x0&nras=2&correlator=6672277902233&frm=20&pv=1&ga_vid=712515935.1642859563&ga_sid=1642869109&ga_hid=1697858297&ga_fc=1&u_tz=0&u_his=14&u_h=844&u_w=390&u_ah=844&u_aw=390&u_cd=32&u_sd=3&adx=16&ady=704&biw=390&bih=661&scr_x=0&scr_y=0&eid=44750773%2C31064211&oid=2&pvsid=8911805103393&pem=76&tmod=127390162&nvt=1&ref=https%3A%2F%2Fwww.onoticiasdatrofa.pt%2F%3Fs%3DDoces%2Bs%2BGoncalo%2B%26post_types%3Dany&eae=0&fc=1408&brdim=0%2C0%2C0%2C0%2C390%2C0%2C390%2C844%2C390%2C661&vis=1&rsz=%7C%7Cs%7C&abl=NS&fu=128&bc=31&ifi=2&uci=a!2&btvi=1&fsb=1&xpc=vsAc6Tw7we&p=https%3A//www.onoticiasdatrofa.pt&dtd=25

Pode ser encontrado em grande parte das bancas de doces junto à capela do S. Gonçalo.

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