A importância de perceber e falar inglês corretamente não é um fenómeno recente, mas a digitalização gradativa do nosso mundo faz com que a língua de Shakespeare tenha passado de uma ferramenta importante para um requisito inegociável em muitas esferas da nossa vida. No mundo hodierno, a informação flui a nível global, sem barreiras e a uma velocidade impressionante. Com efeito, as organizações estão obrigadas a garantir uma correta e eficiente comunicação para as diferentes geografias, o que releva o papel das agências dedicadas aos serviços de tradução. Contudo, vivemos numa era de extrema competitividade a nível de recursos e muitas empresas abdicam desta adaptação aos diferentes idiomas ou regionalismos, utilizando a língua inglesa como o idioma universal, o que reitera ainda mais a importância de dominar o inglês.

O mercado de trabalho tornou-se global nos últimos anos, tendo em conta a popularidade e maior aceitação do trabalho remoto. Hoje é possível viver em Portugal e colaborar com uma empresa do Reino Unido, da Coreia do Sul ou do Canadá, usufruindo das melhores condições que as empresas desses países conseguem oferecer. Como é óbvio, a comunicação entre pessoas de diferentes países faz-se em inglês e, neste caso, o conhecimento básico do idioma não é suficiente. Muitos segmentos de atividade possuem um vocabulário muito técnico e específico, pelo que os colaboradores precisam de dominar essa linguagem para poder ter uma voz ativa na entidade laboral.  

Esta forma global de olhar para o emprego tem também raízes na formação e no ensino, já que os programas de Erasmus normalizaram-se e existem também cada vez mais alunos a aprender à distância, acedendo às melhores universidades sem os custos das viagens ou habitação. De resto, esta forma de ensino adapta-se muito mais às especificidades de cada aluno, permitindo optar por modalidades de tempo integral ou parcial ou até decidir a que horas assistir às aulas. Os certificados de formação ou diplomas de curso têm a mesma validade dos obtidos de forma presencial, o que atesta a validade deste tipo de aprendizagem. Como é óbvio, é necessário um certo nível de inglês para conseguir compreender os conteúdos lecionados e realizar as provas de avaliação. Caso isso não se verifique, também estão disponíveis cursos certificados de inglês como o IELTS, o TOEFL ou o Cambridge, além de vídeos grátis no YouTube.

O inglês também é rei na área do entretenimento, pois muitos dos termos técnicos são universalmente utilizados em língua inglesa. Este é precisamente o caso do poker, cujo vocabulário está explicado no portal Casinos.pt. Para além das modalidades de poker online, como o Texas Hold’em ou o Omaha, percebemos que existem conceitos básicos do jogo, como flop, call, river ou ante, que surgem sempre em inglês. Também os nomes das mãos são utilizados em inglês, como, por exemplo, o flush ou o full house. Este fenómeno não acontece única e exclusivamente no poker, já que modalidades desportivas como o ténis ou o futebol americano também estão associadas a termos como slice, passing shot, lob, touchdown, safety ou endzone. Embora estes termos possam ser compreendidos sem um conhecimento profundo do inglês, existe sempre uma grande diferença de perceção quando se conhece a língua. Também nos social media, como Facebook e Instagram, existe já uma habituação quase telepática com termos como hashtag, postlike, story ou feed, fruto da utilização massiva destas fontes de conteúdos um pouco por todo o mundo. O mesmo sucede com a área do marketing, onde existem termos “sem tradução”, como briefing, insight, branding, churn, buzz, inbound ou lead, que são essenciais para qualquer profissional da área. Para além destes conceitos, existem ainda centenas de siglas como CRM, CTR, SEO, CRO, CTA, LTV, ARPU ou ROI, que são utilizadas em qualquer empresa do mundo e referem-se a vocábulos ingleses. 

Para além do trabalho, da formação e do entretenimento, o inglês está hoje presente no dia-a-dia do cidadão comum. Existem notícias, filmes, livros ou artigos científicos que continuam a estar disponíveis apenas em inglês, beneficiando aqueles que possuem fluência nesta língua. Se por um lado se espera que existam cada vez mais conteúdos localizados para diferentes línguas, fruto do conhecimento que algumas pessoas têm em vários idiomas e da necessidade que as pessoas têm em aceder a esses conteúdos, por outro lado também se parte cada vez mais do pressuposto de que “toda gente percebe inglês hoje em dia”. Assim, mais do que uma ferramenta importante, o conhecimento em inglês é hoje um requisito esperado em várias matérias.