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Área Metropolitana do Porto vê medidas como “solução correta” numa “primeira etapa”

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O presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP) considerou que as medidas de combate à covid-19 anunciadas hoje espelham uma “partilha de responsabilidades” e uma mensagem de “responsabilidade civil” e que são uma “solução correta” numa primeira etapa.

“Não é o recolher obrigatório que o estado de emergência permite, mas é um dever de recolhimento obrigatório no quadro da responsabilidade cívica. Julgo que para uma primeira etapa e para uma solução mais imediata foi a solução correta”, disse à agência Lusa Eduardo Vítor Rodrigues.

O líder da AMP sublinhou a “grande serenidade da parte do primeiro-ministro” na conferência de imprensa após um Conselho de Ministros extraordinário que decidiu novas decisões para controlar o aumento de casos de covid-19 no país, considerando que António Costa “fez uma triangulação muito positiva entre a responsabilidade dos cidadãos, o papel do legislador, do Governo e das autarquias, e em terceiro lugar o papel que as empresas têm de ter”.

Todos os 17 concelhos da AMP estão entre os 121 municípios que entrarão em confinamento parcial a partir de quarta-feira devido à pandemia do novo coronavírus.

Além do dever cívico de recolhimento domiciliário, nestes 121 concelhos nos estabelecimentos não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22:30.

O teletrabalho também se torna obrigatório salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador.

Estes territórios também ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

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Na quarta-feira, o presidente da AMP defendeu que fosse decretado o Estado de Emergência, generalizando as medidas de combate à covid-19 “a todo o país” de forma “coerente e homogénea”.

Hoje, questionado sobre esta matéria, Eduardo Vítor Rodrigues, que é também presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, do distrito do Porto, disse que “ficou evidente” que é para aí que o país caminha “se as coisas não melhorarem”, mas mostrou confiança nas medidas anunciadas hoje.

“A adotar o estado de emergência como se sabe, precisaríamos de mais alguns dias porque teria de vir do Presidente da República, ir ao Governo e ser promulgado a seguir. Julgo que o Governo assumiu uma solução intermédia e fez um apelo ao civismo, esperando que as coisas evoluam positivamente, mas deixando a porta aberta para que as coisas possam seguir num rumo diferente”, disse o autarca.

Para garantir um “alívio nos ajuntamentos, no espaço público e nos transportes públicos”, o presidente da AMP sublinhou “a partilha de responsabilidades com os cidadãos e as empresas”, recordando que estas “passam a ter agora de novo vinculadas uma série de medidas, nomeadamente o desfasamento de horários”.

“São absolutamente determinantes para aliviar a pressão no espaço público e nos transportes públicos. E isso embora já estivesse em cima da mesa desde agosto, não tem sido cumprido pela generalidade das empresas”, disse o autarca.

Na quarta-feira, Eduardo Vítor Rodrigues sugeriu o fecho de universidades e escolas secundárias durante “pelo menos 15 dias”, algo que não foi determinado hoje.

“Não escondo que acharia que estaríamos num momento de ter alguma intervenção junto das universidades e ensino secundário na lógica do ensino à distância e na linha do teletrabalho que passa a ser obrigatório. Seria uma medida de travão mais a fundo, mas parece-me que o que o Governo faz é deixar um voto de confiança aos mais jovens. É uma opção que respeito, como alias admiro muito a coragem e a determinação que vi no primeiro-ministro”, afirmou o presidente da AMP.

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Para definir a lista dos 121 municípios, foram incluídos os concelhos com mais de 240 casos de infeção com o vírus da covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

António Costa sublinhou que este critério é o que é seguido pelo Centro Europeu de Controlo das Doenças.

A AMP é composta pelos concelhos de Arouca, Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Paredes, Porto, Póvoa de Varzim, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, São João da Madeira, Trofa, Vale de Cambra, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.507 em Portugal.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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