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Ano 2011

Essa histórica jornada teve o mérito de unir as gentes da Trofa. Eram mulheres e homens, jovens e menos jovens, patrões e empregados, professores e alunos todos de braço dado nas calçadas lisboetas a gritarem: Viva a Trofa! E conseguiram passar a imagem, para todo o país, que um Povo lutador de causas em prol da dignidade é merecedor de admiração e respeito. Assim aconteceu: espalhou-se por todo o país, a imagem de civismo e de lutadores dos trofenses. Foi bonito de se ver, foi mais bonito ainda participar.

Os Murenses, participaram activamente, como muitos e muitos trofenses, nessa grandiosa luta de emancipação das gentes da Trofa, só que com uma particularidade: foi na sua freguesia que existiu a única sede da Comissão Promotora do Concelho da Trofa ao longo de muitos anos da sua existência. Foi da sua freguesia que partiu toda a organização para essa maravilhosa jornada. Parece um facto banal, mas não é. Eram tempos em que a retaliação se fazia sentir. E a freguesia do Muro, por ter tido essa ousadia, que mais ninguém teve, sofreu as devidas represálias do poder local de então.

Pouco depois de conseguirem a carta de alforria, foi retirado a uma parte significativa dos trofenses o seu meio de transporte habitual, já muito antigo, o comboio de “via estreita”, com a promessa de o substituir rapidamente, na primeira fase de construção do Metro de Superfície do Porto.

Já passaram nove anos, já passou há muito a primeira fase de construção do Metro, já passou a segunda, já passou a terceira fase e já passaram muitas e muitas promessas. O Governo, pela voz da Secretária de Estado dos Transportes, que se deslocou propositadamente à Trofa, garantiu a execução da obra. Recentemente, o presidente do conselho de administração da empresa Metro do Porto, que é nomeado pelo Governo, declarou sem qualquer tipo de pudor, que a linha da Trofa nunca avançará, pasme-se, antes de 2014.

Como contra-partida da não vinda do Metro à Trofa é feita a promessa da regeneração urbana dos parques. Já todos perceberam onde está o embuste; o convite será para que de futuro, os trofenses se sentem no parque e daí serão teletransportados para os seus locais de destino. Só que os trofenses sabem que isso não passa de ficção, não passa de um “rebuçado para os calar”

Estou crente, que no próximo domingo vão ser muitos os trofenses que se vão manifestar contra esta situação, contra aquilo que lhe “surripiaram” há nove anos e vão mostrar que sentem a sua dignidade ferida. Todo o cidadão tem direito à indignação e esses muitos trofenses, como os Murenses vão mostrar ao poder político, central, regional e local, e ao país, que têm dignidade. Os que ignoram a Trofa no caso “Metro”, a Trofa ignora-os em eleições!

Eu já decidi, no domingo, dia de eleições presidenciais vou exercer o meu direito à indignação. Pela primeira vez na vida, não vou votar.

José Maria Moreira da Silva

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www.moreiradasilva.pt

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