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Espetáculos

Com protagonistas mais novos e público com média de idades mais nova, o segundo dia do Festival EDP Vilar de Mouros, revelou-se bem mais calmo do que o anterior. Mais calmo em sonoridade e em festivaleiros, uma vez que apenas se encontraram no recinto 7000 pessoas.

Ainda com a luz do dia a incidir no palco, as primeiras a subir ao palco foram as irmãs Catarina e Margarida Falcão, que compõe as Golden Slumbers. Com as suas vozes harmoniosas, acompanhadas pelas suas guitarras acústicas e pela sua banda, as jovens irmãs lisboetas, tal como em outros festivais como NOS Alive, Bons Sons, Festival para Gente Sentada, Vodafone Mexefest, em que participaram, viram também em Vilar de Mouros o seu talento reconhecido.
Uma hora depois, uma viagem até à Suécia, com a atuação de Peter Bjorn and John e a sua fusão de indie-pop-rock com laivos psicadélicos, que convenceram o público principalmente com os assobios do hit publicitário que todos conhecem, “Young Folks”.

O terceiro a subir ao palco foi Salvador Sobral, que ainda se encontra em estado de graça depois da vitória do Festival Eurovisão da Canção e que manteve em Vilar de Mouros. Com o seu estilo e trejeitos característicos, Salvador Sobral conquistou os festivaleiros com a sua abordagem desde o jazz à bossa nova. Do alinhamento fizeram parte temas seus como “Excuse Me”, da sua irmã, Luísa Sobral, mas também de outros autores e o poema “Presságio” de Fernando Pessoa. Salvador Sobral não quis o mérito todo para si, afastando-se por vezes do centro do palco, para deixar que o trio de instrumentistas (Júlio Resende ao piano, Joel Silva na bateria e André Rosinha no contrabaixo) que o acompanhava, brilhar. O jovem terminou com grandes ovações com “Amar pelos Dois” seguido de “Something Real”.

Seguiu-se uma nova viagem, agora, até “Budapest”, hit de George Ezra, que pisou pela primeira vez um palco em Portugal. O jovem britânico, com a sua voz envolvente e apaixonada, fez as delícias dos que assistiam, particularmente o público mais jovem e feminino. Trouxe na bagagem o seu álbum de estreia “Wanted on Voyage”, editado em 2014 e temas como “Song 6”, “Blame It On Me” e “Leaving It Up to You” ou “Cassy O”, que desde logo fizeram o público vibrar.

A noite retornou à nossa língua, com o rock dos portugueses Capitão Fausto. O quinteto que tinha aberto o festival em 2014, prometeu dar tudo nesta penúltima atuação da noite em Vilar de Mouros, com “Capitão Fausto Têm os Dias Contados”, mas a sua performance ficou aquém do esperado e a noite esmoreceu. Este último trabalho conta as estórias de vida de cada um dos elementos da banda e mostra que estes jovens cresceram e amadureceram, contrariando os títulos das músicas que o compõe “Morro na praia” e “Os dias contados”.

A fechar, um dos nomes mais destacados do cartaz da noite, The Dandy Warhols, banda rock alternativo, formada em Portland em 1994 e o seu último trabalho “Distortland”, editado em 2016. A banda de Andy Warhol, trouxe novamente energia à noite, não desiludindo os fãs com o mega êxito que os lançou para o estrelato, “Bohemian Like You”, da publicidade da Vodafone, o momento alto do concerto.

 

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