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Edição 638

Todos os presentes se comprometeram a ajudar com vista à construção dessa ermida no centro de Cidai e logo ali foi constituída uma comissão para assumir a responsabilidade de tal obra, constituída por seis elementos:Carlos Martins Campos, Félix da Costa Moreira, Modesto da Silva Cruz e os irmãos da Casa Canejo, José Luís Ferreira Torres, Adriano Ferreira Torres e Manuel Luís Ferreira Torres. Esta comissão tinha como Madrinha a D. Blandina.
Dado que a primitiva imagem de S. Gens se encontrava na Igreja de Custóias, foi mandatado o Dr. Sebasteão Cruz, outro conterrâneo bougadense, para tratar do regresso da imagem à sua terra original e para a nova capela, em troca de outra nova que seria custeada por D. Blandina Dias do Couto, mas tal nunca veio a acontecer.(Nota: Um parêntesis para dar conta de um privilégio que o autor desta crónica teve quando decidiu visitar a Igreja da paróquia de S. Tiago de Custóias, no que foi muito bem recebido e testemunha que ficou “deslumbrado” ao verificar que a imagem primitiva do “glorioso São Gens” é realmente muito bela...razão tinha a comissão de S. Gens em pretender o regresso dessa provavelmente mais que tricentenária imagem do santo comediante).
O Padre Sebasteão Cruz era primo de Carlos Campos e este membro da nóvel comissão foi incumbido de transmitir a este familiar a vontade da construção da nova capela no centro de Cidai. Entretanto, Sebasteão Cruz, numa das reuniões com seu primo, propôs que se devia construir a dita capelinha, não no centro da aldeia, mas lá no alto do monte onde em tempos existira uma ermida em honra de S. Gens. A notícia desta iniciativa encheu de júbilo os habitantes de Cidai e a paróquia de Santiago de Bougado acolheu com grande alegria a ideia; o pároco de então, o abade Adélio Moreira de Araújo, mostrou-se também entusiasmado com o propósito dos seus paroquianos em procederem à construção de uma nova capela no alto de Cidai. Passados alguns meses, mais precisamente a 10 de Outubro de 1948, era constituída oficialmente a primeira Comissão de S. Gens. Na prática, tratava-se dos mesmos seis elementos que marcaram presença na casa de D. Blandina do Couto, a qual se associou, para assumir a presidência da Comissão o Reverendo Padre Sebasteão Cruz. No dia 24 do mesmo mês, Sebasteão Cruz envia o pedido-licença ao Paço Episcopal do Porto para a construção da nova capela, nos termos seguintes:
“Exmo. E Rev.mo Senhor Bispo do Porto:
A Comissão abaixo assinada, com o devido acatamento, vem junto de V. Exa. Revma
1º. Expôr
que, em tempos, existiu, no alto do Monte de Cidai, desta freguesia de Santiago de Bougado, uma capela em honra do Glorioso S. Gens, como se comprova pelos alicerces ainda existentes e por alguns estudos arqueológicos, principalmente do abalizado investigador Abade Sousa Maia, natural desta freguesia e falecido na de Canidelo, concelho de Vila do Conde, onde era Pároco colado;
-que essa capela era o centro de grande devoção, mesmo das freguesias circunvizinhas;
-que para as despesas da obra concorre, da melhor boa vontade, toda a freguesia e responsabiliza-se esta Comissão.
2.º – Suplicar:
-que prévios os requisitos do Direito, se digne conceder para a projectada reconstrução a respectiva licença. Ordenada pelo Can. 1162 parágrafo 1º. Após a qual, esta Comissão apresentaráa planta, segundo o prescrito no Can. 1164 parágrafo 1º”.
Sua Excelência. Revma dignou-se lançar no requerimento o seguinte despacho:
“ Deferido. Deve apresentar a planta”.

Porto, 28 de Outubro de 1948
A.Bispo do Porto

Obtida a licença, apresentada a planta da capela no Paço Episcopal, e, perante o parecer positivo do Reverendo Cónego Dr. Correia Pinto, o Bispo do Porto, D. Agostinho de Jesus e Sousa, assinou o despacho definitivo em 13 de Junho de 1949 com as palavras “Pode executar-se”.

Continua na próxima edição.

 

António Costa

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