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Edição 607

De várias idades e de várias regiões do país. Foram milhares os romeiros que, a pé, de bicicleta, de motorizada, de carro ou a cavalo, se deslocaram à festa de S. Gonçalo, em Covelas. 

No domingo, 22 de janeiro, todos os caminhos foram dar a Covelas. Vindo do Grande Porto, dos concelhos de Ermesinde, Valongo, Maia e Gondomar, um grupo de betetistas veio até à festa, cumprindo “uma tradição” que começou “há dois/três anos”. “Vimos pelo passeio em si, pelo famoso rojão, pela festa que é e aproveitamos para fazer o que mais gostamos que é BTT”, contou Valdemar Freitas.
Já de Matosinhos veio Sérgio Soares acompanhado pelo seu grupo de amigos. Este é o “quarto ano consecutivo” que o faz, pelo “convívio com os amigos, pela tradição e pelo imenso gosto de andar de bicicleta”.
E como são milhares os romeiros que se deslocam à festa pelo “famoso rojão” e vinho novo, há quem aproveite a primeira romaria do ano, para angariar verbas para a sua coletividade ou comissão. É o caso da comissão de festas de Santa Eulália, que, segundo Elsa Moreira, “pela primeira vez”, marca presença nesta romaria com uma tasquinha de venda de “papas de sarrabulho, rojões, bifanas e uma boa montra de fumeiro”, para “angariar algumas verbas para a festa que se realiza em agosto”.
Já pelo “quarto ano consecutivo”, o Rancho Folclórico do Divino Espírito Santo tem uma tasquinha na festa de S. Gonçalo, para “angariar fundos” para cumprir “o plano de orçamento de 2017”, segundo contou o presidente Carlos Ferreira.
Mas não é só de convívio e de petiscos que se faz esta festa. Um dos momentos altos da festa foi a procissão em honra de S. Gonçalo, que atraiu muitos fiéis para cumprir a sua promessa e para puxar a bengala em busca de um marido. Já a animação contou com o espetáculo musical da banda Terceira Dimensão, o grupo Sons e Cantares do Ave, um espetáculo de folclore, Banda Filarmónica S. Mamede de Ribatua, Banda dos Bombeiros Voluntários de Leça e de um grupo de Zés P’reiras.

“Quinta-feira ainda não tinha licença”

A comissão de festas de S. Gonçalo foi constituída por Manuel Rocha, Ricardo Barros e Jorge Pinto, que só tiveram cerca de um mês para a preparar. Mas, “apesar de começar a preparar as festas muito em cima da hora”, Manuel Rocha afirmou que “nem tudo podia correr mal” e, por isso, “o tempo portou-se bem”.
Mas neste curto caminho de preparação das festas, Manuel Rocha passou por “um calvário”, segundo adiantou José Ramos, pároco de Covelas, durante a homilia da eucaristia das 10 horas, em honra de S. Gonçalo. Manuel Rocha afirmou mesmo que “a única dificuldade” que teve foi com a Câmara Municipal da Trofa, que “empancou com coisas” de tal forma, que “na quinta-feira ainda não tinha uma licença”. “Pelo contrário, às 16 horas ainda me ligaram a dizer que aquele seguro não dava”, contou, referindo que em tantos anos de festa, este foi “o primeiro ano que foi empancado pela Câmara”.
E quando questionado se as burocracias são a razão para que as pessoas desistam de organizar a festa, Manuel Rocha respondeu que “se não tivesse calma, nem paciência para aguentar determinadas coisas era isso que fazia”. “Mas mantive-me sempre calmo, embora tivesse que falar um bocado mais alto na quarta-feira, porque na quinta-feira ainda não tinha uma licença”, acrescentou, agradecendo a todas as entidades oficiais e “a todos os colaboradores que foram excelentes para os apoiar e fazer a festa”.
Também Ricardo Barros agradeceu “ao povo de Covelas que comparticipou e sempre compreendeu”, aproveitando “para homenagear” Manuel Rocha, que foi “uma das pessoas que sempre trabalhou para a festa e dos que mais ajudou sempre”. “Uma pessoa que de ano para ano consegue dar a volta e quando ninguém se apresenta para fazer esta romaria, nem que seja à última da hora, é a primeira pessoa que consegue dar a volta à situação e fazer uma festa simbólica”, denotou.

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