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Tue, Oct
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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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www.moreiradasilva.pt

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo...

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O Grupo Caridade de S. Martinho, em Covelas, ajuda as pessoas mais necessitadas com produtos alimentares, medicamentos e companhia, para quem não possa sair de casa.

Um ano depois do seu “nascimento”, o Grupo Caridade de S. Martinho continua a dar respostas, em termos sociais, perante as pessoas mais necessitadas, desde visita a doentes, às pessoas que se sentem sozinhas, e na distribuição de medicamentos. “Desde o início do projeto até este ano, as nossas contribuições têm tido um aumento muito significativo”, afirmou Laurinda Martins, presidente deste grupo. “Nós ajudamos, diretamente com alimentos e farmácia, cerca de 15 famílias. Em termos de visita temos 40 pessoas que têm um rendimento muito pequeno, pessoas que recebem à volta de 200 euros”, contou.

Um dos casos que muito preocupa esta associação é uma família paquistanesa com 12 pessoas, devido às muitas crianças que fazem parte deste agregado familiar. “Estamos muito atentas durante este período de férias, para que as crianças não passem fome”, assegurou. Para que o projeto chegue a “bom porto”, conta com a ajuda e o apoio de toda a paróquia de Covelas, que contribui com produtos alimentares e roupa. “Angariamos nesta época de Natal, desde as batatas, as couves, as cebolas e todas essas coisas que as pessoas têm em casa e podem disponibilizar”, acrescentou.

O grupo arranjou um espaço, que se situa na parte inferior da casa mortuária, cedida pela Junta de Freguesia de Covelas onde as pessoas se podem dirigir para serem apoiados. “Arranjamos mobílias velhas e pintamos, fizemos do velho novo e está uma sala muito acolhedora, bonita e maior. E é mais próxima da igreja”, disse. Segundo a responsável deste projeto, o espaço está aberto todos os domingos, das 9 às 10.30 horas. “Para podermos atender pessoas, para recebermos e darmos”. Além disso esta sala é utilizada para o Grupo Caridade de S. Martinho se reunir e fazer um balanço da situação da associação.

A próxima atividade que o grupo irá fazer para angariação de fundos, é o cantar das janeiras, que decorre entre as 19 e as 22 horas, e também vai participar na Festa de S. Gonçalo, que se realiza na última semana de janeiro, com uma quermesse, uma “barraquinha” que ajudará a angariar fundos para esta associação.

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Foi junto da família, que Blandina Paiva celebrou o seu centésimo aniversário. Uma noite que ficou marcada pelas histórias “do antigamente”.

Nasceu no ano da República e lembra-se de passar muita fome na 1ª Guerra Mundial. Natural de Alvarelhos, Blandina Paiva celebrou 100 anos no dia 21 de dezembro, quarta-feira, num restaurante da Trofa. Cerca de 37 pessoas, entre filhos, netos, bisnetos e tetranetos, estiveram presentes para comemorar “de uma forma especial” este aniversário. “Estamos satisfeitos e muito emocionados, porque é uma alegria muito grande ter uma
mãe a fazer 100 anos”, disse Fernanda Paiva. Blandina disse não achar que merecesse tanto.

A aniversariante aproveitou e contou ao NT, um pouco da sua vida. Frequentou a escola até à 2ª classe, mas “sabe fazer contas de cabeça” e de escrever bem o seu nome. Trabalhou durante toda a sua vida no campo e como jornaleira, onde por dia ganhava 15 tostões. Segundo a mesma, o trabalho do campo que mais gostava de fazer era o de “malhar com o mangualde as espigas do milho”.

Fazia renda “para pôr na mesa da cabeceira, cómodas, e naperons”. Além disso, também “trabalhava com lãs, para fazer meias e pantufas para dormir”, contou Fernanda Paiva. Casouse, com 23 anos, com Constantino, que também era jornaleiro, e enviuvou aos 58. Outra das coisas que Blandina costumava fazer, era ir a pé até à feira de Famalicão e comprar alguns porcos. Depois criava-os, “com cabacinha, batatas, couves, abóbora, restos de comida e, quando fosse mais velho, com milho”, para depois os vender.

Blandina aproveitou para contar uma história, de que se recorda, que costumava acontecer nos casamentos. “Antigamente nos casamentos ia uma música a tocar e os pratos faziam “tachim, tachim”, ao mesmo tempo, outra peça tocava e queria dizer “eu duvido, eu duvido”, isto queria dizer que se calhar a moça não ia direita. Esteja, como esteja, ela vai para a igreja”.

Há alguns anos que vive com a filha, pois precisa de ajuda uma vez que não consegue andar. Ultimamente passa o seu tempo na cama e na cadeira de rodas. “Come bem, desde que não seja apetitoso ou muito duro”, afirmou a filha.

Afonso Paiva, um dos bisnetos, disse gostar muito da bisavó, e que quando se “porta mal” ela coloca-o de castigo. Esta comemoração começou com uma missa na Igreja Paroquial de Alvarelhos, celebrada pelo padre Ramos, onde muita gente marcou presença para felicitar a aniversariante e oferecerlhe flores. Os leitores foram os netos e a música esteve a cargo do Grupo Coral masculino de Alvarelhos. No final, houve um jantar que  juntou os cinco filhos, oito netos, doze bisnetos e uma tetraneta.

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Muitas eram as crianças que se encontravam no infantário dos Bombeiros Voluntários da Trofa, situado na Barca, no dia 22, quinta-feira, para receberem um “miminho” do Pai e da Mãe Natal. 

Ao contrário do que seria de esperar, o Pai e a Mãe Natal não apareceram com suas renas, mas sim, no carro dos Bombeiros Voluntários da Trofa, decorado a rigor para esta comemoração. “O Pai Natal apareceu e deu
chocolate”, disse Maria...

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